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Governo de MT já liberou mais de R$ 21 milhões em crédito para apoiar empreendedores

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O Governo de Mato Grosso já liberou este ano, de janeiro a agosto, R$ 21.797 milhões em concessão de crédito para apoiar os empreendedores de 50 municípios mato-grossenses, fortalecendo as empresas, gerando emprego e renda. As linhas de crédito são liberadas por meio da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso, e as mais procuradas nesse período foram Capital de Giro, Mulher Empreendedora e linha de crédito para investimentos.

Os setores da economia que mais acessaram crédito foram o comércio em geral, seguido de atividade de tratamento de beleza, bares, restaurantes e simulares. O ticket médio de valores liberados por empresa ficou em torno de R$ 47 mil reais no período.

Quem aproveitou a oportunidade foi o casal Johdson Hidek e Andressa Hidek, proprietário da Hideck´s Móveis Planejadosde, em Rondonópolis. Com a linha de crédito Mulher Empreendedora eles compraram novos equipamentos e melhoraram o faturamento.

Oportunidade de negócio

O empreendedorismo por necessidade pode virar uma grande oportunidade. Foi assim assim que nasceu a Hideck´s Móveis Planejados. Johdson estava desempregado, fazendo bico em uma empresa, e todo dia no horário do lanche, uma situação o incomodava, a falta de uma mesa para que todos pudessem sentar e tomar o café. Os palets esquecidos nos fundos da empresa virou uma mesa produzida por um empreendedor que nasceu naquele momento.

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“Uma senhora viu a mesa pronta e gostou, fez a encomenda de uma, e outras pessoas começaram a fazer o mesmo, eu não estava preparado, mas como precisava trabalhar fui pegando as encomendadas, e assim nasceu a empresa”, conta Johdson Hidek.

A marcenaria fica nos fundos da casa do casal, que há cinco anos foi aprimorando os serviços e hoje trabalham produzindo móveis planejados para residências, comércios em geral e fazendas.

Ele conta que trabalhar com a esposa tem sido uma boa experiência, e que muitos clientes fecham negócio por ser uma empresa familiar. “Andressa atende os clientes e faz a parte dos projetos dos móveis planejados, eu fabrico e monto os móveis”, explica.

O casal estava negociando a compra de novos equipamentos para a empresa e pretendiam fazer uma dívida no cartão de crédito, foi quando conheceu a linha de crédito Mulher Empreendedora. “Um agente de crédito nos apresentou a linha de crédito com as taxas de juros mais baixas do mercado, foi quando fizemos o cadastro e conseguimos a liberação do crédito, estamos muito felizes com os equipamentos que está nos ajudando muito em nosso negócio”, conta Andressa.

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O casal já está se preparando para mudar a empresa de enquadramento, eles estão saindo de microempreendedor individual e migrando para a microempresa, uma vez que o faturamento só cresce e a expectativa são as melhores para o segmento.

Liberação de crédito

Para a presidente da Desenvolve MT, a expectativa para este ano é superar a meta de liberação de recursos do ano passado que fechou em torno de R$ 23 milhões.

“A entrega para a sociedade é resultado de uma equipe que está muito empenhada em fazer um trabalho eficiente e assertivo, para que todos os empreendedores que lutam, trabalham, geram emprego, renda e trazem força ao nosso Estado, tenham acesso ao crédito”, ressalta Mayran Beckman.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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