MATO GROSSO
Governo prevê R$ 38 milhões para compra de insumos e equipamentos para combate a incêndios florestais
MATO GROSSO
O objetivo central é reduzir a área atingida pelo fogo no estado e, com isso, preservar a vegetação nativa dos biomas mato-grossenses. Conforme a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, as ações já estão sendo implementadas desde o início do ano pelas secretarias de Meio Ambiente, Segurança e principalmente pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Entre as principais medidas, estão a contratação de brigadistas temporários, locação de quatro aeronaves para utilização do Corpo de Bombeiros, aquisição de roupas de combate aos incêndios e itens de proteção contra chamas, drones, caminhões pipa, entre outros.
“Todos os anos o governo planeja e inicia a prevenção com antecedência, com investimentos robustos, para que as equipes estejam preparadas e equipadas para combater os incêndios florestais. Entre as estratégias, estão concentrar esforços de diversos órgãos para dar a melhor atendimento à sociedade”, afirma a secretária.
Mais de R$ 4,8 milhões estão sendo destinados para a prevenção, resposta e responsabilização. Serão colocadas em campo durante o período proibitivo do fogo 60 guarnições extras, além de ciclos de fiscalização por uso irregular do fogo e de perícia administrativa para punir infratores.
Já foram entregues aos Bombeiros 60 caminhonetes novas, adequadas para uso nas ações em campo de combate ao fogo, que representam o investimento de R$ 3,5 milhões. Para possibilitar o lançamento de água nos locais de difícil acesso serão investidos R$ 6,9 milhões com a locação de quatro aeronaves, equipamentos aeronáuticos, combustíveis, entre outros custos.![]()
Estão em aquisição sete caminhões tanque pipa, dois caminhões prancha e duas pás carregadeiras, para aumentar a capacidade operacional do CBM na confecção de aceiros mecânicos e transporte de água para combate direto ao fogo. O valor destinado para esta ação é R$13,1 milhões.
Serão contratados 180 brigadistas que custarão ao Estado R$ 2 milhões, incluindo treinamento dos civis para a atuação no apoio ao Corpo de Bombeiros, e a prestação de serviços pelo prazo de seis meses. O objetivo é aumentar a capacidade de resposta rápida e capilaridade do atendimento à população.
Estão em aquisição mil roupas de combate aos incêndios (R$2,3 milhões), 3 mil luvas (R$ 66 mil), 1500 óculos de proteção contra chamas (220 mil), 45 sopradores com motor (R$157 mil), 20 drones para monitoramento ambiental (R$280 mil).
No total, o plano de combate aos incêndios e desmatamento ilegal prevê o investimento de R$ 77,4 milhões, sendo R$ 38 milhões para a prevenção e combate aos incêndios, e o restante para a fiscalização do desmatamento ilegal, preservação da fauna, gestão, monitoramento, responsabilização e comunicação.
Além de recursos do orçamento e superávit da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) com arrecadação de multas, há investimento do Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria de Estado de Comunicação, recursos de Compensação Ambiental, emenda parlamentar e do Programa REM MT (REDD Early Movers).
Fase de resposta
A maioria dos insumos e aquisições serão utilizados no período em que está proibido o uso do fogo em Mato Grosso, considerada a fase de resposta aos incêndios pelas forças de segurança. Por decreto estadual, está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais entre 1º de julho e 31 de outubro de 2023. O período é antecipado no estado levando em consideração as condições climáticas do período, com previsão de estiagem, altas temperaturas, umidade relativa do ar baixa e intensos ventos, que favorecem ocorrências de incêndios florestais.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
TJMT mantém condenação de mulheres por tráfico em Alta Floresta com base em provas digitais
Resumo:
- A defesa pediu absolvição, desclassificação do tráfico para uso pessoal e redução das penas.
- O Tribunal negou tudo e manteve as condenações, reconhecendo provas suficientes de tráfico e atuação conjunta.
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, negar provimento ao recurso de apelação interposto por três mulheres condenadas por envolvimento com o tráfico de drogas em Alta Floresta. O colegiado manteve integralmente a sentença de primeiro grau, reconhecendo a robustez das provas, especialmente os elementos digitais extraídos de aparelhos celulares.
O caso teve origem em setembro de 2019, após denúncia anônima que apontava intensa movimentação típica de comércio de drogas em kitnets localizadas na Avenida Mato Grosso. Durante a ação policial, foram apreendidos 158,3 gramas de maconha, divididos entre um bloco maior e porções menores, além de balança de precisão e utensílios utilizados para fracionamento, como dichavador.
Condenações mantidas
Duas das acusadas foram condenadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas fixadas em 8 anos de reclusão, em regime semiaberto, além do pagamento de 1.200 dias-multa cada. A terceira ré foi condenada apenas por tráfico, com pena de 5 anos de reclusão, também em regime semiaberto, e 500 dias-multa, sendo absolvida da acusação de associação.
A defesa buscava a absolvição por falta de provas, a desclassificação do crime para uso pessoal e, subsidiariamente, a aplicação do chamado tráfico privilegiado, que poderia reduzir a pena. Todos os pedidos foram rejeitados.
Provas digitais foram decisivas
O relator destacou que a condenação não se baseou apenas na apreensão da droga, mas em um conjunto probatório consistente. Entre os principais elementos estão conversas extraídas dos celulares das acusadas, que indicavam claramente a comercialização de entorpecentes.
As mensagens revelaram:
- Negociações de venda de drogas com terceiros
- Uso de linguagem codificada, como “chá” para se referir à maconha
- Organização de entregas e divisão de tarefas
- Participação em grupos de WhatsApp voltados ao tráfico
- Registros fotográficos de drogas sendo pesadas e embaladas
Em um dos aparelhos, uma das rés se identificava como “lojista”, afirmando adquirir drogas para revenda, elemento considerado determinante para afastar a tese de consumo pessoal.
No caso de duas das acusadas, o tribunal entendeu que ficou comprovado o vínculo estável e permanente exigido para o crime de associação para o tráfico. Segundo o acórdão, elas conviviam no mesmo imóvel, compartilhavam o espaço para armazenamento das drogas e mantinham comunicação constante sobre a atividade ilícita.
A tentativa de uma das rés de assumir sozinha a responsabilidade pelo tráfico foi considerada isolada e incompatível com o restante das provas, especialmente os dados digitais.
Uso pessoal foi descartado
Para a terceira acusada, que alegou ser usuária, o tribunal afastou a possibilidade de desclassificação para porte de drogas para consumo próprio. A decisão considerou que, apesar da menor quantidade apreendida com ela e da ausência de instrumentos típicos de venda, as mensagens no celular evidenciavam atuação na revenda de entorpecentes.
Tráfico privilegiado negado
O pedido de redução de pena com base no chamado tráfico privilegiado também foi rejeitado. No entendimento do colegiado:
- Para as duas rés condenadas por associação, o benefício é automaticamente incompatível
- Para a terceira, as provas demonstraram dedicação à atividade criminosa, o que também impede a aplicação da minorante
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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