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Homem investigado por violência doméstica é preso em flagrante por tráfico de drogas

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Um jovem, de 26 anos, investigado por crime de violência doméstica contra a mulher, foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na noite de quarta-feira (15.4), com grande quantidade de droga dentro de um veículo.

A ação foi executada pelos policiais civis do Plantão 24h de Atendimento as Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, durante atendimento de uma ocorrência.

No final da tarde de quarta-feira (15), a vítima compareceu ao Plantão 24h de Atendimento as Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, no bairro Planalto, para fazer a denúncia.


A mulher, de 27 anos, relatou que foi agredida com chutes, socos e puxões de cabelo, além de ser ofendida com xingamentos e ameaças de morte direcionada para toda sua família.

Ainda conforme apurado, o agressor afirmou ser integrante de uma facção criminosa atuante na região do bairro Bela Vista, e exercer a função de “disciplina”.

Denúncia

A vítima narrou que estava sendo atendida no posto de saúde do bairro Bela Vista, quando o seu ex-convivente compareceu ao local e pediu para conversar sobre o pagamento da pensão do filho do casal.

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O casal manteve relacionamento amoroso por dois anos e tiveram um filho. No entanto, o homem sempre apresentou comportamento agressivo durante o período de convivência.

Flagrante

Diante da gravidade dos fatos, vulnerabilidade da vítima e do risco à sua integridade física, especialmente considerando que o suspeito é apontado como integrante de facção, a equipe imediatamente passou a diligenciar para localizar o suspeito.


Conforme o delegado Marcos Lyra, durante atendimento da ocorrência o jovem acabou sendo abordado no bairro Coxipó da Ponte conduzindo um veículo Hyundai HB20.

“Durante o trabalho de busca veicular foram encontrados no interior do carro, quatro peças grandes de maconha, nove tabletes e várias outras porções da mesma substância, além de dinheiro, celulares e diversos materiais utilizados para o comércio ilícito”, destacou o delegado.

Em seguida o suspeito foi levado para o Plantão 24h de Atendimento as Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, onde foi interrogado e autuado em flagrante delito pelo crime de tráfico de drogas.

Após a confecção dos autos o preso foi colocado à disposição da Justiça. Já todo entorpecente apreendido foi encaminhado à Politec para realização de perícia e elaboração do laudo preliminar de constatação.

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Fonte: Governo MT – MT

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Romantização do autismo pode comprometer invisibilizar desafios reais, alerta especialista

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A ideia de que o autismo está sempre associado a habilidades extraordinárias pode parecer positiva à primeira vista, mas esconde um risco silencioso: a invisibilização dos desafios enfrentados por milhares de pessoas e famílias. O alerta foi feito pelo neurologista pediátrico Thiago Gusmão, durante a palestra “O perigo da romantização do autismo: do nível 1 ao 3”, que abriu a programação da tarde do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, nesta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá.

A iniciativa marca a primeira edição de 2026 do evento, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reunindo magistrados, servidores e representantes da sociedade civil para discutir inclusão e acessibilidade no sistema de Justiça. A ação é coordenada pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e a Igreja Lagoinha.

Durante a palestra, o especialista destacou que o autismo, independentemente do nível de suporte (1, 2 ou 3), é caracterizado por prejuízos na comunicação, na interação social e por comportamentos restritos e repetitivos, aspectos que muitas vezes são ignorados em discursos superficiais difundidos principalmente nas redes sociais. “Hoje existe uma cadeia de influenciadores que mostram apenas o lado positivo, as potencialidades. Elas existem, mas o diagnóstico é baseado nas dificuldades. Quando se vê apenas esse lado romantizado, a visão fica superficial”, explicou.

Segundo ele, a crença de que todo autista possui altas habilidades, como ocorre em casos raros de “savants”, compromete a compreensão social sobre o transtorno. “Isso representa uma pequena parcela. Quando a sociedade passa a acreditar nisso, perde a capacidade de enxergar os prejuízos intensos que o autismo pode trazer”, pontuou.

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Desconstrução de mitos

Ao longo da exposição, Thiago Gusmão reforçou que o autismo não pode ser analisado apenas sob a ótica da inteligência, mas principalmente da funcionalidade. Ou seja, da capacidade de autocuidado, organização da rotina, independência e estabelecimento de relações sociais.

Ele destacou que muitas pessoas no espectro, inclusive com alto nível intelectual, enfrentam dificuldades significativas para gerir a própria vida cotidiana. Além disso, comportamentos como agressividade ou autolesão não devem ser interpretados como “birra”, mas como formas de expressão de sofrimento, frequentemente relacionadas à dificuldade de comunicação e regulação emocional.

O especialista também chamou atenção para o aumento dos diagnósticos, explicado pela ampliação dos critérios, maior conscientização e melhor preparo dos profissionais. Casos antes confundidos com ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade hoje são identificados corretamente como autismo, inclusive em mulheres, que historicamente foram subdiagnosticadas devido à chamada “camuflagem social”.

Impacto no Judiciário

Levar esse debate ao Judiciário, segundo Thiago Gusmão, é fundamental para garantir decisões mais justas e efetivas. Isso porque muitas famílias enfrentam dificuldades no acesso a terapias, suporte educacional e benefícios, dependendo de decisões judiciais para assegurar direitos básicos. “Falar com quem faz a lei prevalecer é essencial. Na base, temos mães que enfrentam realidades extremamente difíceis, muitas vezes sem acesso a tratamento. Até chegar a uma decisão judicial, é fundamental que o juiz compreenda o autismo”, afirmou.

Durante a palestra, ele ressaltou que a falta de conhecimento técnico pode comprometer a análise de laudos e a concessão de direitos, reforçando a importância de capacitações contínuas para magistrados e servidores.

O especialista também destacou o impacto social e econômico do transtorno, que vai além do indivíduo e atinge toda a família. Muitas vezes, responsáveis precisam abandonar o trabalho para cuidar dos filhos, enquanto os custos com terapias são elevados e contínuos.

Ao final, reforçou que inclusão não é um ato de boa vontade, mas um direito. “O objetivo é garantir dignidade e qualidade de vida. O autismo é um tema sério, que exige informação, políticas públicas e conscientização permanente”, concluiu.

O evento segue até quinta-feira (16), com uma programação voltada ao aprofundamento técnico e à construção de um Judiciário mais preparado para lidar com as demandas das pessoas com deficiência, fortalecendo o acesso à Justiça de forma inclusiva e efetiva.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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