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Hospital Estadual Santa Casa promove cirurgia inédita pelo Estado para alongamento da mandíbula em criança

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O Hospital Estadual Santa Casa, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, nesta quarta-feira (28.1), o procedimento de distração osteogênica mandibular, cirurgia inédita pelo Estado para aumentar o espaço das vias aéreas de uma menina de cinco meses com diagnóstico de Sequência de Pierre Robin, uma malformação congênita rara, e ajudá-la a respirar e mastigar.

No procedimento, que durou das 8h às 12h30, um dispositivo (distrator) foi fixado no rosto da criança para alongar a mandíbula de forma gradual. O aparelho será ativado em 1.5 mm por dia para dar um avanço ósseo mandibular e, depois que a paciente não tiver mais dificuldade respiratória e mastigatória e houver a consolidação óssea, será removido.

“Esta cirurgia inédita ser realizada na Santa Casa é um grande motivo para comemoração, pois a Secretaria investe para ofertar cada vez mais procedimentos aos cidadãos mato-grossenses em todas as unidades hospitalares. Assim, as famílias não precisam se deslocar para outro Estado, evitando transtornos e facilitando a recuperação”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

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Segundo o diretor do Hospital Estadual Santa Casa, Rodrigo Guimarães, este caso clínico tem grande relevância e impacto.

“O procedimento de alta complexidade foi realizado com sucesso de forma inédita em atuação integrada, técnica e comprometida das equipes envolvidas. O feito reforça o papel fundamental da Santa Casa como centro de referência no atendimento pediátrico e cirúrgico especializado”, afirmou.

A paciente está internada na Santa Casa desde o dia 11 de outubro de 2025, com o uso de sonda para alimentação. O tratamento dela continua agora com as ativações programadas do dispositivo, com o objetivo de ter ganhos progressivos na deglutição, mastigação e no desenvolvimento funcional.

O procedimento foi realizado pelo cirurgião bucomaxilofacial Bruno Gaspar, do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), com a participação voluntária da cirurgiã Cybelle Pinheiro.

Fonte: Governo MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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