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Hospital Estadual Santa Casa realiza 115 cirurgias em mutirões e atende pacientes de todo MT

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O Hospital Estadual Santa Casa, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em Cuiabá, realizou 115 cirurgias pediátricas e otorrinolaringológicas entre janeiro e fevereiro de 2025. Os mutirões, que aconteceram nos dias 24 e 25 de janeiro; e 15, 21 e 22 de fevereiro, contemplaram pacientes de todo o Estado.

A realização de mutirões de cirurgias é fundamental para reduzir a espera, evitar as complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Essas ações também otimizam o uso da infraestrutura hospitalar, permitindo que mais pessoas tenham acesso a procedimentos essenciais.

Ao todo, foram realizados 10 tipos de procedimentos cirúrgicos, sendo eles: hernioplastia inguinal/crural (unilateral), postectomia, hérnia umbilical, exérese de cisto dermoide, exérese de cisto branquial, hernioplastia inguinal (bilateral), exérese de gânglio linfático, tratamento cirúrgico de hipertrofia dos pequenos lábios, adenoidectomia e amigdalectomia com adenoidectomia.

“O Hospital Estadual Santa Casa presta um atendimento de excelência e trabalha para reduzir a espera por cirurgias em Mato Grosso. Os mutirões de cirurgias englobam procedimentos de menor complexidade e resultam em mais qualidade de vida para os pacientes que são atendidos”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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Além dos procedimentos realizados por meio dos mutirões, o Hospital Estadual Santa Casa também realiza em média 25 cirurgias por dia, de segunda-feira a sábado. Atualmente, duas salas estão em reforma para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer um suporte ainda melhor à população de Mato Grosso.

O diretor da unidade, Rodrigo Guimarães, ressaltou a importância das modernizações feitas para garantir que os pacientes sejam atendidos com uma assistência de qualidade.

“O Hospital Estadual Santa Casa conta com uma estrutura moderna, que é referência em saúde para todo o Estado. As cirurgias eletivas são potencializadas através dos mutirões, que são essenciais para que mais pessoas tenham acesso às cirurgias”, concluiu o gestor.

*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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