MATO GROSSO
Hospital Metropolitano realiza mutirão com 30 cirurgias para pacientes de 16 municípios de MT
MATO GROSSO
O Hospital Metropolitano de Várzea Grande, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou, neste sábado (28.2), o segundo mutirão de cirurgias do ano de 2026, para pacientes de 16 municípios de Mato Grosso.
Foram feitos 30 procedimentos, entre retirada de vesícula (colecistectomia) e cirurgia de hérnia (hernioplastia epigástrica, incisional, inguinal/crural e umbilical), além da retirada de cisto sebáceo (exérese de cisto dermoide).
“Os mutirões do Hospital Metropolitano têm sido uma estratégia eficiente adotada pelo Governo de Mato Grosso, que propicia a realização de mais de 300 cirurgias ao longo de 2025, o que dá mais celeridade aos atendimentos aos pacientes que precisam de cirurgia no Estado”, analisou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Ferreira Coutinho Lira, parabenizou o esforço das equipes do hospital no planejamento, desde a realização de consultas com cirurgião-geral até os exames pré-operatórios necessários ao agendamento com os pacientes.
“Esta é uma alternativa encontrada para que os pacientes de Mato Grosso esperem o menor tempo possível por uma cirurgia geral. Isso é possível com a otimização da utilização das cinco salas cirúrgicas e das equipes de forma simultânea, em um mesmo dia”, avaliou.
Conforme a diretora do Hospital Metropolitano, Cristiane de Oliveira, os pacientes atendidos no mutirão já aguardavam pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg). Eles são dos municípios de Arenápolis, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Chapada dos Guimarães, Comodoro, Cuiabá, Juína, Mirassol D’Oeste, Nobres, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, São Félix do Araguaia, São José dos Quatro Marcos, São Pedro da Cipa e Várzea Grande.
“Os pacientes têm idades entre 20 e 66 anos e são atendidos, gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quem vem do interior tem o apoio logístico da respectiva prefeitura para o transporte até o hospital e, caso precisem, para hospedagem em casa de apoio. Muito em breve, eles estarão recuperados e voltarão às suas atividades de rotina”, afirmou.
O mutirão contou com uma equipe composta por cinco médicos cirurgiões e cinco médicos residentes, quatro anestesistas, dez técnicos de enfermagem e dois enfermeiros.
Saiba mais sobre o hospital
O Hospital Metropolitano conta com 239 leitos operacionais, sendo 178 leitos de enfermaria, 50 leitos de UTI, cinco leitos de Recuperação Pós-Anestésica (RPA) e seis leitos de estabilização, além de cinco salas cirúrgicas e 14 consultórios.
A unidade tem perfil cirúrgico e é referência em ortopedia, traumatologia, cirurgia bariátrica, neurocirurgia, urologia, vascular e cirurgia geral.
É importante que os pacientes que precisam ser operados em Mato Grosso mantenham o cadastro do SUS atualizado para que, quando contemplados com a cirurgia, possam ser contatados sem dificuldades.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



