MATO GROSSO
Importância da vacinação contra a poliomielite é tema do segundo episódio do podcast
MATO GROSSO
A importância do ciclo correto da vacinação contra a poliomielite e as consequências da doença para a criança foi o tema do segundo episódio Podcast MT Conectado do Governo de MT. O assunto foi debatido com a superintendente estadual de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Casa Civil, Tais de Paula, que fez um alerta aos pais e responsáveis.
“Fui diagnosticada com a doença aos dois anos de idade e, com 35, comecei a perder forças e ter a minha mobilidade reduzida em consequência da síndrome pós-pólio, por isso, saibam que, imunizar é importante, mas manter a cobertura vacinal é fundamental”, alertou Tais de Paula.
Erradicada em 1989, a poliomielite volta a causar preocupação após um novo caso ser registrado no Brasil.
“Não estamos conseguindo bater a meta de vacinação no país, pois a procura está muito baixa. Os pais não podem ser negligentes e relaxar com as vacinas, pois isso é acreditar que a doença não vai retornar e os números nos falam o contrário disso”, completou.
Durante o programa, Tais ainda deu detalhes da sua scooter motorizada e partilhou os desafios de conviver com a doença, suas conquistas e sonhos para um futuro breve.
“Somos 24% da população com algum tipo de deficiência e ter esse olhar das políticas públicas voltado para nós é muito significativo. A sobrecarga é grande, mas esse Governo tem procurado atender os quatro cantos de Mato Grosso, como exemplo disso são as inúmeras cadeiras de rodas e aparelhos auditivos já entregues a deficientes”, disse.
A entrevista completa pode ser acessada pelo Youtube e pelo Spotify neste link aqui.
MT Conectado
Lançado no dia 1º de novembro, o MT Conectado é o primeiro da galeria de podcasts elaborados pela Secretaria de Estado de Comunicação, com o objetivo de aproximar o cidadão de temas importantes relacionados ao Poder Executivo, e que impactam diretamente no seu dia a dia.
Os podcast são publicados semanalmente no portal e redes sociais do Governo do Estado de Mato Grosso, Youtube e Spotify.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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