MATO GROSSO
Indea recomenda reforço nos cuidados sanitários contra a gripe aviária para produtores e indústrias
MATO GROSSO
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) divulgou, nesta quinta-feira (22.5), uma nota técnica que recomenda aos criadores de aves de subsistência e produtores de granjas comerciais intensificarem os cuidados sanitários e medidas de biossegurança de proteção contra o vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP).
Casos da gripe aviária foram detectados em aves comerciais do município de Montenegro, no Rio Grande do Sul (RS), na última semana.
Em Mato Grosso, não há casos confirmados. Mas as ações de prevenção estão mantidas, como inspeções em propriedades rurais que possuem aves de fundo de quintal, fiscalizações das medidas de biosseguridade, monitoramento em granjas comerciais, fiscalização do trânsito e ações educativas, além da investigação de suspeitas de doenças com coleta de amostras de aves domésticas e silvestres.
Conforme a nota técnica do Indea, Mato Grosso registrou 159 investigações para Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e Doença de Newcastle (DNC) entre 2023 e 2025. Destas, 57 estabelecimentos (35,85%) tiveram amostras colhidas para exame laboratorial. Todas deram resultados negativos para as doenças investigadas.
A investigação de suspeitas é um procedimento de rotina na Defesa Agropecuária. Segundo a nota, o número de investigações deve aumentar diante do atual cenário, na qual toda atenção da sociedade e aparato estadual está sobre o assunto.
O acompanhamento em tempo real das investigações em todo território nacional pode ser feito no painel de investigações de casos suspeitos do Ministério da Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em caso de suspeitas de gripe aviária na propriedade rural ou granja, o produtor também pode acionar, pessoalmente, por e-mail ou telefone, o Indea em uma das 140 unidades nos municípios. Outra opção é ligar no 0800 0653015 e comunicar para que a equipe do instituto faça a investigação, ou também acessar a plataforma e-Sisbravet para comunicar a suspeita.
A nota técnica é assinada pelo diretor técnico do Indea, Renan Tomazele; pelo coordenador de Defesa Sanitária Animal do instituto, João Marcelo Néspoli; e pela responsável pelo Programa de Sanidade Avícola, Emanuelle Mutzenberg.
Produção
Mato Grosso conta com 37,2 milhões de aves comerciais, sendo Nova Mutum, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde os municípios que concentram a maior produção de aves. O Estado ocupa o 8º lugar no ranking de exportadores de carne de frango e o 4º em exportação de ovos do país.
Fonte: Governo MT – MT
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Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora
A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.
Fonte: Ministério Público MT – MT



