MATO GROSSO
Inscrições para o 2º Encontro Estadual dos Grêmios Estudantis terminam no dia 15 de agosto
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) encerra, na sexta-feira (15.8), o período de inscrição para participação no 2º Encontro Estadual dos Grêmios Estudantis, que será realizado no dia 25 desse mês, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.
O objetivo é reunir cerca de 1.200 representantes de 508 grêmios da rede estadual de ensino, que conta com 628 escolas nos 142 municípios de Mato Grosso.
O cadastro dos participantes deverá ser feito exclusivamente por um representante da unidade escolar, professor interlocutor, diretor ou coordenador pedagógico, por meio do formulário de inscrição disponível na página oficial do evento.
Para garantir a vaga, é necessário preencher corretamente todos os dados do estudante, incluindo a autorização autenticada em cartório para menores de 18 anos.
Cada escola poderá inscrever até três representantes, sendo dois estudantes do Grêmio Estudantil e um responsável da instituição, que acompanhará o grupo durante a programação.
Como prévia para o evento, a secretaria realizou 13 encontros regionais com foco central na discussão sobre o papel fundamental dos grêmios estudantis nos processos educacionais.
“As discussões levantadas servirão de base para o congresso estadual, onde serão definidas estratégias e propostas para aprimorar a atuação dos grêmios em todo o estado”, avalia o secretário de Educação, Alan Porto.
Segundo ele, a participação ativa dos alunos, por meio de seus representantes, sinaliza um futuro promissor para a educação, com jovens cada vez mais engajados e conscientes de seu papel na sociedade.
O coordenador do projeto de fortalecimento dos grêmios estudantis da Seduc, Matheus Silva, reforça que é fundamental que os estudantes tenham voz ativa na construção da escola que desejam.
“Nossos grêmios são espaços de aprendizado, de debate e de luta por uma educação de qualidade. E o congresso, será o espaço de troca e de construção coletiva entre os jovens líderes estudantis”, concluiu Matheus.
A Seduc vai custear todas as despesas de participação dos estudantes selecionados, como transporte, alimentação e hospedagem.
Mais informações e o formulário de inscrição estão disponíveis no site oficial do evento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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