MATO GROSSO
Inscrições para o Bolsa Atleta 2024 são prorrogadas até quarta-feira (07)
MATO GROSSO
As inscrições para o programa Bolsa Atleta 2024 da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) foram prorrogadas até às 23h59 desta quarta-feira (07.08). O benefício integra o projeto Olimpus MT.
Com um total de 520 vagas disponíveis, o programa visa apoiar atletas, paratletas e atletas-guia praticantes de esportes de base e de alto rendimento em Mato Grosso, proporcionando um investimento de mais de R$ 5 milhões nesta edição.
Os interessados devem acessar o formulário online disponível no site da Secel e fornecer a documentação necessária. A prorrogação do prazo visa garantir que todos os atletas que atendam aos requisitos possam se beneficiar desta oportunidade.
Reformulado pela atual gestão estadual e com pagamentos em dia, este recurso é destinado a auxiliar com despesas relacionadas ao treinamento e competições, contribuindo para o desenvolvimento esportivo da carreira do atleta.
Para valorizar potenciais talentos e ajudar na formação de atletas, são oferecidas bolsas a três categorias de atleta de base: infantil, base e estudantil. A bolsa de auxílio mensal é oferecida durante 12 meses.
Na categoria Atleta Infantil, que foi incluída em 2022, o Bolsa Atleta beneficiará 100 esportistas com idades entre 9 e 12 anos de idade, com bolsas mensais de R$ 200.
Já as categorias Atleta Base e Atleta Estudantil abrangem esportistas com idade entre 12 e 17 anos, com auxílios mensais de R$ 400 e R$ 800, respectivamente. Com 100 vagas para Base e 120 para Estudantil, as categorias têm como principal diferenciação a posição alcançada pelos jovens atletas nas competições de caráter educacional.
Aos esportistas de alto rendimento são oferecidas duas categorias de bolsas: Atleta Nacional e Atleta Internacional. Ambas são destinadas a atletas com 14 anos ou mais e que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, conforme a categoria.
Na categoria Atleta Nacional serão 170 beneficiados com bolsas mensais de R$ 1,2 mil. Já na categoria Atleta Internacional, serão 30 esportistas contemplados com o valor mensal de R$ 2 mil.
Compreendendo, preferencialmente, os esportes olímpicos e paralímpicos, o programa prevê ainda que 20% das bolsas concedidas sejam reservadas a atletas com deficiência.
No site da Secel está disponível o edital que elenca todos os critérios para a concessão do benefício. Acesse aqui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados em operação interestadual que apura golpes contra clientes de banco digital
A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Goiás, cumpre, na manhã desta terça-feira (19.5), 29 ordens judiciais em uma operação interestadual deflagrada contra um esquema de golpes e fraudes digitais envolvendo clientes de um banco digital.
Na operação, são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão contra integrantes de um grupo criminoso voltado para a prática desses golpes. Eles são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático (celular), furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Tocantins. As ordens judiciais são cumpridas nos respectivos estados.
Em Mato Grosso, os trabalhos são conduzidos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra uma mulher, principal alvo da operação, apontada como líder do grupo criminoso.
Durante as buscas na residência, foram apreendidos 10 quilos de entorpecentes, tipo skunk (supermaconha), embaladas a vácuo, em posse do marido da investigada, sendo o suspeito preso em flagrante por tráfico de drogas.
Modo de atuação
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava um elaborado esquema de golpe bancário, mediante a criação de um site falso do banco digital, impulsionado por anúncios pagos no Google.
Quando a vítima pesquisava pelo banco digital na internet, o link fraudulento aparecia entre os primeiros resultados patrocinados, induzindo o usuário a acreditar que estava acessando a plataforma oficial do banco.
Ao acessar a página clonada, a vítima inseria seus dados bancários e validava um QR Code, acreditando tratar-se de procedimento legítimo de verificação de login.
Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais de acesso em tempo real e assumiam a conta bancária da vítima, técnica conhecida como “session hijack” (sequestro de sessão), passando a realizar transferências Pix fraudulentas para contas de terceiros utilizadas como “mulas financeiras”.
Investigação
As investigações da polícia apontaram que o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções, com um núcleo técnico responsável pela criação dos sites falsos e captura das credenciais; núcleo financeiro encarregado das contas de passagem e dispersão dos valores; e núcleo patrimonial voltado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e utilização de familiares e terceiros.
Até o momento, foram identificadas ao menos 19 vítimas, incluindo casos registrados no Estado de Goiás, com prejuízo inicialmente apurado em aproximadamente R$ 118 mil. Entretanto, as análises financeiras revelaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões, apontando fortes indícios de lavagem de capitais e ocultação patrimonial.
As investigações também identificaram dispositivos eletrônicos e conexões de internet utilizados para acessar diversas contas fraudadas, além de movimentações financeiras vinculadas a pagamentos para Google Ads, hospedagem de sites e empresas intermediadoras internacionais, evidenciando a operacionalização contínua do esquema criminoso.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, o uso de anúncios patrocinados em mecanismos de busca tornou-se uma das principais estratégias empregadas por organizações criminosas especializadas em fraude eletrônica.
“A população deve estar atenta a esse tipo de fraude, evitando acessar instituições financeiras por links patrocinados; conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site; desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp; utilizar autenticação em dois fatores; e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação”, explicou o delegado.
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e o rastreamento do fluxo financeiro da organização criminosa.
Operação Pharus
A participação na operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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