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Instituições receberam mais de R$ 380 mil por meio do Nota MT em 2025

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Em 2025, o programa Nota MT ampliou seu alcance social e destinou mais de R$ 380 mil a entidades que atuam em diferentes regiões do Estado. O recurso é fruto das indicações feitas pelos consumidores sorteados ao longo dos meses de janeiro a novembro deste ano e chega como um reforço essencial para organizações que dependem de apoio financeiro para manter suas atividades.

As instituições apoiadas atuam em áreas essenciais, como assistência social, educação inclusiva, saúde, acolhimento de crianças e idosos, proteção animal, cultura e recuperação de dependentes químicos. O impacto é direto: mais crianças acolhidas, mais idosos atendidos, mais animais resgatados, mais pessoas amparadas em suas necessidades básicas.

Para o secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni, o Nota MT cumpre um papel que vai além da cidadania fiscal e se consolida como uma política pública de impacto social.

“Quando o cidadão pede o CPF na nota, ele ajuda a fortalecer a arrecadação do Estado e, ao mesmo tempo, contribui diretamente com instituições que fazem um trabalho essencial nas comunidades. É um ciclo positivo que transforma o imposto em benefício concreto para a sociedade”, destacou.

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Entre os repasses realizados, alguns tiveram impacto significativo na manutenção das atividades. Em Sinop, o Centro Social Menino Jesus recebeu R$ 45 mil, valor que deve ajudar a ampliar o atendimento a crianças e adolescentes da região. Já a Associação Beneficente Nossa Senhora de Fátima – Comunidade Terapêutica foi contemplada com R$ 44.700, destinados a fortalecer ações voltadas à recuperação e reinserção social de pessoas em tratamento contra a dependência química.

Instituições dedicadas ao cuidado com idosos também estão entre as mais beneficiadas. O Lar dos Idosos Paul Percis Harris recebeu R$ 42.100, enquanto o Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, em Várzea Grande, foi contemplado com R$ 35.700 para reforçar suas atividades de acolhimento e assistência.

Na área da saúde, o Hospital Geral de Cuiabá, mantido pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Cuiabá, foi beneficiado com R$ 31.200, valor destinado à manutenção de atendimentos essenciais. Já no campo da educação especial, a Associação Pestalozzi de Jaciara recebeu R$ 22.900, e a APAE de Sorriso foi contemplada com R$ 16.800, garantindo suporte a crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual ou múltipla.

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O conjunto de instituições apoiadas reflete a diversidade e a amplitude do impacto do Nota MT. Os valores representam muito mais do que apoio financeiro: são combustíveis para iniciativas que transformam vidas diariamente em Mato Grosso. Para a Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), os repasses reforçam o compromisso do programa com o fortalecimento do terceiro setor.

Como apoiar uma instituição

Ao se cadastrar no Nota MT, o consumidor escolhe uma entidade social para ser beneficiada caso seja sorteado. Basta acessar o site ou o aplicativo do programa, completar o cadastro e, a partir daí, sempre pedir o CPF na nota. A prática simples garante transparência fiscal.

*Sob supervisão de Noelisa Andreola

Fonte: Governo MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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