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Integração: coordenadores das áreas do Tribunal participam de círculo de paz

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Cada pessoa importa, é valorizada e vista pelo grupo. Esta é a ideia central da prática “Círculo de Construção de Paz”, ferramenta de pacificação social promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), e que nesta quinta-feira (16), de forma inédita, foi realizada com todos os coordenadores das áreas do Tribunal de Justiça.
 
A dinâmica foi promovida atendendo ao pedido da presidente do judiciário mato-grossense e do Nugjur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, com o intuito de integrar e motivar a equipe neste inicio de gestão. “Cada círculo é planejado de acordo com determinado objetivo. Esse foi construído para que os lideres das equipes se conheçam entre si, conheçam a si mesmo e possam investir na formação das suas próprias equipes”, explica a desembargadora que é entusiasta da cultura do diálogo. “Somos um sistema, precisamos dessa conexão para colhermos os melhores frutos”, analisa.
 
A atividade ocorreu pela manhã, na Escola dos Servidores do Poder Judiciário e contou com as facilitadoras Claudia da Silva Pereira e Ana Claudia Amorim Lima. A coordenadora de Recursos Humanos (CRH) do TJMT, Karine Moraes Giacomeli de Lima, já havia passado pela dinâmica com pessoas desconhecidas e se surpreendeu com a ferramenta realizada com colegas de trabalho. “Foi muito enriquecedora essa experiência. Inovadora. São pessoas que a gente convive há muito tempo, mas que às vezes não conhecemos, tivemos oportunidade de descobrimos vivencias delas. Isso foi agregador”, avalia. “O círculo traz para gente muita reflexão, tanto individualmente quanto grupo. Saio renovada, com muita motivação de fazer o que precisa ser feito, sempre pensando no todo.”
 
O secretário-geral da Escola Superior da Magistratura (Esmagis), Frederico Côsso, nunca havia participado da dinâmica e se surpreendeu com a experiência. “Foi muito bacana. Facilita muito o trabalho em equipe, a parceria dos envolvidos e a troca de conhecimento de cada um para solucionar alguns percalços do dia a dia.”
 
Para a presidente do TJMT, conhecer o outro torna as pessoas mais empáticas. “E isso dá um resultado fantástico em termos de humanização do ambiente de trabalho”, reforça. “Nossa pretensão é começar pelos coordenadores entre si e depois cada coordenador implantar no seu setor”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Foto 1 – Colorida retratando a dinâmica do círculo de paz com os coordenadores. Foto 2 – Desembargadora Clarice fala sobre a dinâmica. 
 
Alcione dos Anjos/Fotos TV.jus
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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