MATO GROSSO
Janeiro Branco: saiba onde buscar ajuda em saúde mental
MATO GROSSO
A campanha Janeiro Branco cumpre um papel fundamental de orientação e serviço à população, ao reforçar que buscar ajuda especializada é um passo essencial para o cuidado integral da saúde. A saúde mental integra o conceito amplo de saúde, que envolve bem-estar físico, emocional e social, e não se limita à ausência de doenças.
No Brasil existem diversas iniciativas de apoio à saúde mental, estruturadas para acolher pessoas em diferentes níveis de necessidade emocional e psicológica. O acesso a esses serviços é garantido por políticas públicas que visam promover cuidado, prevenção e proteção social.
Entre os principais canais de ajuda disponíveis estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam como porta de entrada para o sistema de saúde, realizando atendimentos iniciais e encaminhamentos para serviços especializados.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem acompanhamento contínuo, com equipes multiprofissionais voltadas ao cuidado em saúde mental, em diferentes modalidades de atendimento.
O Sistema Único de Saúde (SUS) assegura acesso universal e gratuito aos serviços de saúde, incluindo o suporte psicossocial, reforçando que o cuidado com a mente é um direito de todos. Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) disponibiliza atendimento gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, por meio do telefone 188 ou atendimento online, oferecendo escuta e apoio emocional imediato.
Buscar ajuda profissional ao identificar sinais de sofrimento emocional é um ato de responsabilidade consigo e com o coletivo. No Janeiro Branco, a orientação é clara: ninguém precisa enfrentar o sofrimento emocional sozinho. Há caminhos, serviços e pessoas preparadas para ajudar.
Janeiro Branco
A campanha é coordenada nacionalmente pelo Instituto de Desenvolvimento Humano Janeiro Branco (IDHJB), a iniciativa reúne psicólogos, universidades, instituições públicas e privadas, empresas e o poder público, promovendo ações integradas de conscientização sobre a importância do cuidado com a mente.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT



