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Judiciário de Mato Grosso recebe visita técnica do Tribunal de Justiça de Sergipe

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Uma equipe do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) está em visita técnica à Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e um dos principais objetivos é conhecer os sistemas relacionados à qualidade de dados e como utilizá-los para produzir com mais eficiência.
 
A juíza-corregedora de Sergipe, Dauquíria de Melo Ferreira, e assessores se reuniram com o coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto, e com o Departamento de Apoio ao Primeiro Grau (Dapi), liderado pela servidora Renata Bueno, para conhecer o trabalho desenvolvido. “A comitiva sergipana está verificando, no que falamos o coração da Corregedoria, onde os processos de captação e de informações são tratadas e dispostas ao consumo do público interno para apoiar, com base técnica, a tomada de decisões. Essa troca de informações nos amadurece”, pontuou o coordenador.
 
 
O Dapi produz painéis informativos e cuida da qualidade dos dados. “No início da década passada estávamos com a taxa de congestionamento na casa dos 80%, e atualmente estamos com 61%. Isso mostra que houve melhora significativa. As gestões Administrativas do Tribunal de Mato Grosso passaram a trabalhar ainda mais uníssonas, formando uma continuidade de planejamento e também, por isso, temos alcançado ótimos resultados” disse Flávio de Paiva.
 
 
“Fica cada vez mais claro que o compartilhamento de conhecimento nos faz galgar mais. É fazer mais em menor tempo. Há três anos fomos a Sergipe buscar boas práticas, porque o Tribunal de lá era referência e conquistaram o selo Diamante pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Hoje conseguimos uma evolução na melhoria e disponibilização e compartilhamento de nossos dados.. Com isso avançamos, e agora vieram aqui para verificar nosso crescimento”, sublinhou Flávio de Paiva.
 
“Nosso carro-chefe é a estratégia de gestão orientada a dados. Qualquer decisão é tomada após consulta de dados e a inteligência de negócios, qual é o nosso negócio? O 1º Grau. Então voltamos nossos olhos totalmente para ele, que representa 95% dos nossos resultados. O modelo de gestão tem sido o grande diferencial”, reforçou a diretora do Dapi, Renata Bueno. “Prestamos total atenção aos filtros que os sistemas nos apontam. Isso é essencial, pois nos dão as respostas que precisamos, mas é de acordo com nossas perguntas”, completou a assessoria de Projetos de Sistemas da Primeira Instância, Márcia Regina de Carvalho Buhr.
 
A magistrada sublinhou que é muito importante conhecer alguns projetos e programas da Corregedoria do TJMT, justamente por ser destaque no cenário nacional, principalmente em gestão de dados, desenvolvimento de negócios, inteligência artificial. Isso tudo, na visão dela, reflete na melhoria e qualidade da prestação jurisdicional. “Queremos absorver as experiências exitosas e reproduzi-las em nosso Tribunal. Faremos uma adaptação, uma vez que identificamos questões que nos ajudarão muito. A forma como cada Tribunal trata seus problemas é que determina o êxito ou não. Já posso dizer que estamos levando para Sergipe experiências muito boas que nos ajudarão a melhorar”, assegurou a corregedora.
 
 
“O que nos chamou atenção é a forma utilizada pela Corregedoria para administrar as regras negociais e também o controle de dados. Em nossa opinião, é feito basicamente todo o necessário para as unidades conseguirem gerir da melhor forma possível. Nós ainda podemos amadurecer mais, e isso, certamente, vai ocorrer após a visita”, pontuou o assessor da Diretoria-Geral do TJSE, Daniel Vilanova. Ele explicou que o Sistema de Controle Processual Virtual (SCPV), criado pela Tecnologia da Informação (TI) do TJSE, é o sistema principal deles.
 
InovajusMT – Na sequência de visitas, a equipe do Sergipe conheceu mais uma ferramenta criada pelo TJMT para assegurar a inclusão dos cidadãos. O Laboratório de Inovação (InovaJusMT), criado pelo PJMT para facilitar a compreensão dos usuários da Justiça em relação às decisões, acórdãos e despachos proferidos pelos magistrados. “A troca de experiências é essencial, e nos ajuda a encontrar formas para realizarmos mais. A própria inovação se dá dessa maneira. É essencial o intercâmbio para fazermos as inovações propostas”, pontuou a coordenadora do InovaJusMT, juíza Viviane Brito Rebello.
 
Foi apresentado à equipe o Manual de Linguagem Clara e Direito Visual da instituição. Clique aqui para conhecer. https://inovacao.tjmt.jus.br/, clicar no menu “Biblioteca” e baixar o material em PDF ou ainda clicar neste link. A equipe do Sergipe gostou das novidades propostas
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1. Colorida. As equipes da Corregedoria e TJSE reunidas ao redor de uma mesa com os técnicos do TJMT. Imagem 2. Fotografia colorida:  uma sala com pinturas invencionais nas paredes em tons de azul e lilás. A equipe está sentada. Da esquerda para direita. Dois servidores do TJSE, a juíza Dauquíria e a juíza Viviane, que segura o manual.
 
 
Ranniery Queiroz/ Fotos Adilson Cunha
Assessoria de imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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