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Judiciário de Nobres adota novas práticas de sustentabilidade e gestão responsável de recursos

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A Comarca de Nobres publicou a Portaria nº 31/2025, que regulamenta a execução de ações de sustentabilidade no âmbito do Judiciário local, em alinhamento ao Plano de Logística Sustentável do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (PLS/TJMT) e à Resolução CNJ nº 400/2024. As normas organizam práticas de gestão ambiental, consumo consciente e eficiência no uso de recursos, reforçando o compromisso institucional com a preservação do meio ambiente e a melhoria da gestão pública.

Segundo o juiz diretor do Foro, Daniel Campos Silva de Siqueira, a adesão formal às diretrizes de sustentabilidade representa mais do que o cumprimento de normas. “É um avanço social, pois demonstra que o Judiciário local está em sintonia com as diretrizes do Tribunal de Justiça e do CNJ. Acima de tudo, é uma obrigação para com as futuras gerações, que herdarão o meio ambiente da forma que nós deixaremos para eles”, destacou. Para ele, a distribuição de justiça deve “olhar para o futuro e para o meio ambiente que ficará depois que nós partirmos”.

Gestão de resíduos e readequação das lixeiras

A portaria determina que a gestão de resíduos sólidos na Comarca siga a Instrução Normativa TJMT/PRES nº 8/2024. Entre as medidas implementadas estão:

· Readequação das lixeiras, organizadas em pares — uma para resíduos recicláveis e outra para rejeitos.

· Identificação padronizada dos recipientes para facilitar o descarte correto.

· Realocação e reorganização das lixeiras existentes, mantendo um par por sala, com possibilidade de ajuste conforme a demanda.

· Separação correta dos resíduos, sendo recicláveis os papéis (exceto sanitários ou engordurados), plásticos limpos, metais e vidros íntegros; e rejeitos papéis higiênicos, guardanapos usados, restos de alimentos, esponjas, isopor e utensílios descartáveis.

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· Criação de uma Central de Resíduos, destinada ao armazenamento temporário do material segregado até o recolhimento pela entidade responsável.

· Estabelecimento de parcerias com associações ou empresas para garantir a destinação ambientalmente adequada dos recicláveis.

O magistrado afirma que a expectativa é alcançar benefícios concretos com essas práticas. “Esperamos que ocorra a redução da poluição e da criação de rejeitos e dejetos. É uma pequena ação, mas que trará benefícios enormes em larga escala”, avaliou. Ele reforça que a diminuição do lixo produzido será significativa se a prática for mantida ao longo dos anos. “Além disso, serviremos de exemplo para os demais Poderes e para a sociedade”, completou.

Eficiência energética

Para reduzir o consumo de energia, a portaria prevê:

· Instalação de sensores de presença;

· Substituição de equipamentos por modelos mais eficientes;

· Desligamento obrigatório de luzes, computadores, ar-condicionado e bebedouros ao fim do expediente ou em períodos de recesso;

· Restrição ao uso de eletrodomésticos pessoais, salvo em áreas definidas;

· Proibição de acionamento antecipado do ar-condicionado antes do início das atividades, salvo com equipe presente.

Uso racional da água

A Comarca também adotará manutenções preventivas nas instalações hidráulicas e instituiu o dever de cada servidor comunicar imediatamente qualquer anomalia, como vazamentos ou falhas em torneiras e sanitários.

Consumo consciente e redução de impressões

· A portaria estabelece metas para reduzir o uso de materiais de consumo, especialmente papel e copos descartáveis. Entre as medidas estão:

· Eliminação progressiva de copos descartáveis, que passarão a ser disponibilizados apenas ao público externo;

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· Incentivo ao uso de copos e xícaras permanentes pelos servidores;

· Prioridade para comunicação digital e envio de documentos em PDF;

· Impressões preferencialmente em frente e verso;

· Otimização do layout de mandados para reduzir o número de páginas;

· Levantamento e devolução de impressoras subutilizadas.

· Uso adequado dos veículos oficiais

· A norma determina que a frota da Comarca utilize exclusivamente combustível etanol, para reduzir impactos ambientais.

Educação ambiental, capacitação e monitoramento

Além das orientações contínuas aos servidores sobre gestão de resíduos, economia de energia, uso racional da água e redução de emissões de gases de efeito estufa, a Comarca realizará, no dia 5 de dezembro, uma capacitação específica para apresentação detalhada das ações previstas no plano e orientações práticas sobre sua aplicação no dia a dia.

As ações seguirão metas e prazos do Plano de Ação do PLS local, validado pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT. O acompanhamento e o relatório das atividades ficarão sob responsabilidade do Gestor Geral e do Agente Sustentável da Comarca.

Para o juiz Daniel Campos, além dos resultados internos, a iniciativa possui um forte caráter educativo. “É uma prática inicial que servirá de exemplo para a coletividade. Queremos inspirar a população a aderir a ações sustentáveis, por menores que sejam, pois todas elas, quando vistas em conjunto, impactam positivamente o meio ambiente e a qualidade de vida da cidade”, afirmou.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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