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Juiz de Mato Grosso é aprovado em 1º lugar em mestrado no Rio de Janeiro

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O juiz de Mato Grosso Diego Hartmann foi aprovado em primeiro lugar no mestrado em Direito Processual Civil, oferecido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Uma qualificação que irá agregar à carreira profissional de magistrado e trará resultados importantes na atuação para justiça mato-grossense.
 
Desde seu ingresso na magistratura mato-grossense, há sete anos e meio, Diego Hartmann trilhou o caminho fazendo vários cursos oferecidos pela Escola Superior da Magistratura do Estado (Esmagis-MT) e agora, com a oportunidade do mestrado afirma que a qualificação é extremamente importante.
 
“Essa qualificação pessoal vai agregar ao trabalho que é feito na jurisdição. Já fiz vários cursos e busco estar sempre me atualizando e este é meu primeiro mestrado. A justiça, vista como um serviço prestado à população, deve ser entregue com qualidade, rapidez e eficiência. É com esse foco que tenho buscado os cursos de qualificação e aperfeiçoamento”, reitera.
 
Aliar teoria e prática reflete diretamente na prestação de serviços, segundo o juiz. “A magistratura é complexa, difícil, mas também de muitas oportunidades para agregar conhecimento. Cada processo que chega às nossas mãos representa um desafio e a atualização permanente por meio de cursos é o que nos dá tranquilidade para atuar de forma imparcial entregando a melhor jurisdição, tanto em tema de doutrina quanto em tema acadêmico, que está sendo discutida no país”, complementou.
 
Diego Hartmann atua na Vara Única da Comarca de Rosário Oeste. É bacharel pela Universidade Regional de Blumenau (SC); especialista em Poder Judiciário pela FGV-Rio; Formador de Formadores pela Escola Nacional de Formação de Magistrados (ENFAM); Especializando em Integridade, coerência e Coletivização pela ENFAM.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Parcelamento irregular do solo rural será debatido em audiência

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O avanço de empreendimentos imobiliários em áreas rurais, sob a forma de chácaras e sítios de recreio, será tema de audiência pública promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) na próxima quarta-feira (29), em Cuiabá. A iniciativa busca ampliar o debate sobre os impactos ambientais, urbanísticos e sociais decorrentes do parcelamento do solo rural para fins tipicamente urbanos, prática que tem se intensificado nos últimos anos.Embora localizados em zona rural, muitos desses empreendimentos apresentam características próprias de áreas urbanas, como adensamento populacional, abertura de vias, supressão vegetal e demanda por serviços públicos. Esse modelo de ocupação, além de afrontar a legislação urbanística e ambiental, tem contribuído para o desordenamento territorial, a degradação ambiental e a criação de núcleos urbanos sem planejamento adequado.A audiência pública é coordenada pelo Núcleo de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística da Capital e tem como principal objetivo promover a escuta da sociedade, além de reunir órgãos públicos, especialistas e interessados para discutir soluções que garantam o desenvolvimento territorial responsável, o respeito ao meio ambiente e a observância das normas legais.O debate ganha ainda mais relevância diante das recentes medidas adotadas pelo Ministério Público. O MPMT encaminhou, nos últimos meses, notificações recomendatórias à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e ao Município de Cuiabá, orientando para que haja maior rigor na análise, no licenciamento e na autorização desses empreendimentos. O alerta do órgão ministerial é claro: o problema não se limita à Capital, mas se repete em diversas regiões do Estado, exigindo atuação articulada e consistente do poder público.Entre os pontos centrais da discussão estão a observância da fração mínima de parcelamento do solo rural, a preservação das Áreas de Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente, além do respeito ao Plano Diretor e às normas constitucionais que vedam a urbanização irregular de áreas rurais. A flexibilização indevida dessas regras, segundo o Ministério Público, pode gerar danos ambientais irreversíveis e aprofundar distorções no processo de expansão urbana.A audiência pública será realizada a partir das 9h, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital, em Cuiabá, com participação exclusivamente presencial e aberta a toda a sociedade. Os trabalhos serão conduzidos pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, com a presença de membros do Núcleo Ambiental do MPMT.Além da participação no dia do evento, cidadãos, entidades e instituições poderão encaminhar manifestações por escrito, com sugestões, críticas ou informações relevantes para o debate. As contribuições devem ser enviadas até o dia 20 de abril de 2026, em formato PDF, para o e-mail [email protected].As manifestações apresentadas terão caráter consultivo e serão registradas em ata, servindo de subsídio para futuras providências do Ministério Público. A expectativa é que a audiência pública contribua para ampliar a transparência, fortalecer o controle social e estimular a construção de soluções que conciliem crescimento econômico, planejamento urbano e proteção ambiental.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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