MATO GROSSO
Justiça visita bares para prevenir crimes de violência contra mulheres durante jogos da Copa
MATO GROSSO
Bares movimentados de Cuiabá foram visitados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e forças de segurança, na noite dessa quinta-feira (17 de novembro), com o objetivo de prevenir crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher durante os jogos da Copa do Mundo da FIFA Catar 2022 – que começa no próximo domingo (20 de novembro).
“Queremos prevenir porque é um momento de festa e não de violência. A campanha vem para esclarecer e divulgar os canais de denúncia. Muitas vezes vemos uma mulher sofrendo violência e não sabemos quem chamar. Essa ação é para isso, para que as pessoas saibam onde denunciar”, explica a juíza coordenadora da Rede de Enfrentamento, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
“As forças de segurança e o sistema de justiça estão unidos nesse contexto de combate, especialmente nesse período festivo, em que se consome muita bebida alcoólica, se reúnem muitas pessoas, familiares, consumo de drogas, o que eleva os índices de violência doméstica. É salutar as instituições estarem reunidas para combater e conscientizar, especialmente nesses ambientes”, constata a delegada Jannira Laranjeira, coordenadora do Plantão 24 horas de Atendimento à Vitima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá.
“Temos essa preocupação já no dia a dia. Agora, com relação à Copa, compreendemos a necessidade de fazer essa campanha diante desses dados estatísticos. Achamos importante fazer a campanha para tentar diminuir os índices de violência. Todos os órgãos de enfrentamento à violência estão conosco nessa campanha”, afirma a secretária adjunta da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, Elis Prates.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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