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Leitura que transforma: Judiciário lança Clube do Livro para reeducandos em Cáceres
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A leitura como ponte para um novo começo. Com essa proposta, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, lançou oficialmente o Projeto Clube do Livro de Remição de Pena pela Leitura, nesta terça-feira (12 de novembro). A iniciativa incentiva pessoas privadas de liberdade a mergulharem no universo literário como forma de reflexão, aprendizado e redução de pena, unindo educação, cidadania e transformação social.
O evento de lançamento ocorreu no Plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Cáceres e reuniu autoridades do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Câmara Municipal, Segurança Pública, Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Conselho da Comunidade.
A proposta promove encontros de leitura mediados por professores e acadêmicos da Unemat, possibilitando a remição de pena a pessoas privadas de liberdade por meio da leitura e do debate.
“Hoje lançamos um projeto que vai muito além da leitura. É uma oportunidade de reflexão e transformação pessoal, com a presença de professores e acadêmicos da Unemat, que se uniram ao Judiciário e ao Conselho da Comunidade. Nosso objetivo é que esses reeducandos possam, por meio da literatura, repensar suas trajetórias e construir novos caminhos após o cárcere”, destacou o juiz José Eduardo Mariano, coordenador do projeto e titular da 1ª Vara Criminal e da Vara de Execução Penal de Cáceres.
A iniciativa atenderá inicialmente 40 reeducandos, sendo 20 homens e 20 mulheres, e deve alcançar até 80 participantes em 2026. Para isso, foram criados dois clubes de leitura: o “Nelson Mandela”, na unidade masculina, e o “Eunice Paiva”, na unidade feminina. O acervo inclui contos, crônicas e novelas gráficas premiadas da literatura brasileira, cuidadosamente selecionadas pela equipe da Unemat.
A promotora de Justiça Luane Rodrigues Bomfim ressaltou o caráter transformador da ação. “Esse projeto é uma das formas mais eficazes de ressocializar e prevenir a reincidência. A educação é a melhor ferramenta para evitar novos crimes, e levar o conhecimento para dentro do sistema penitenciário é um passo fundamental.”
Já o defensor público, Diego Rodrigues Costa, destacou a união entre as instituições que possibilitou a realização dessa iniciativa. “A Defensoria está muito feliz com mais esse projeto, que reforça o trabalho conjunto entre o Judiciário, o Ministério Público, o Conselho da Comunidade e a sociedade civil. A leitura é um instrumento de dignidade e reintegração.”
Representando o Legislativo municipal, o vereador Cézare Pastorello elogiou o lançamento e a perspectiva de expansão do projeto. “A leitura é uma das formas mais dignas e eficientes de reinserção social. É louvável ver o Judiciário, a Unemat e o Conselho da Comunidade unidos em algo que pode inspirar projetos semelhantes em todo o estado.”
O advogado Bruno Barros, presidente do Conselho da Comunidade de Cáceres, reforçou o entusiasmo com o início das atividades. “É um momento muito feliz. Sabemos que estamos promovendo avanços reais na ressocialização, aproximando a universidade do sistema prisional e oferecendo novas perspectivas a quem busca recomeçar.”
O evento contou ainda com a presença da diretora da Cadeia Pública de Cáceres, Fabíola Pinho, do secretário-geral da 3ª Subseção da OAB em Cáceres, Daniel Bretas, da diretora da Unidade Regionalizada Política Pedagógica da Unemat, professora Rinalda Bezerra, do coordenador do curso de Direito da universidade, professor Antônio Armando Ulian, e do coordenador do projeto pela Unemat, professor Juliano Moreno Kersul de Carvalho.
Projeto Piloto
O Clube do Livro de Remição de Pena pela Leitura foi inspirado no Clube do Livro Capitu, criado em 2022 e adaptado para o contexto prisional. A metodologia prevê 18 encontros presenciais por semestre, com leituras em voz alta, rodas de conversa e reflexões coletivas. A cada 12 encontros, o reeducando pode obter quatro dias de remição de pena, somando até 48 dias por ano.
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Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



