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Kabengele Munanga já ensinava há muito tempo que o racismo brasileiro “não é o pior, nem o melhor, mas ele tem as suas peculiaridades, entre as quais o silêncio, o não dito”.

E uma das suas peculiaridades é esta proeza de existir de maneira silenciosa e invisível, de ser marcante e não ser percebido; marcante no aprofundamento de desigualdades e injustiças para milhões de negros brasileiros e com tamanha naturalidade, sem que seus malefícios à vida destes milhões sejam sequer notados pela parcela mais privilegiada da nossa estrutura social.

Outra de suas peculiaridades é essa característica bem curiosa da pessoa não-negra que não sofre racismo pretender ensinar aos negros que o sofrem diariamente, o que é ou não é racismo. Querer ensinar à vítima, sem viver a sua realidade, e sem conhecer a sua experiência pessoal de humilhação e de sofrimento, quando deve ou não manifestar a sua dor, dor esta que aflora no fundo da alma, e que só é conhecida na devida extensão e profundidade por quem verdadeiramente a vivencia. A quem não a sofre – e nem a conhece – cabe respeitar o sentimento alheio, e condenar sim o agente criminoso que pratica o racismo, mas não a sua vítima.

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Em verdade, por exemplo, o persistente racismo suportado por Vinicius Jr. nos campos de futebol espanhóis (e sim, ele o suporta bravamente e com a dignidade altiva de quem luta e resiste) nos leva a uma inequívoca constatação: se nem a fortuna e a notoriedade por ele alcançados merecidamente o protegem do ódio e do racismo, imagine a humilhação e constrangimento a que são submetidos os milhões de negros anônimos por este Brasil brasileiro de preconceitos mil e inconfessáveis!

O racismo em nosso País é um problema sério e grave, e muito mais complexo do que o simplismo da ausência de empatia de quem não vive a sua triste experiência! Não conseguir enxergar que a maioria populacional negra deste País é uma maioria sem poder e marginalizada pela desigualdade de uma sociedade construída em quase quatrocentos anos de escravidão e racismo, é o exemplo acabado de quem só enxerga o mundo pela lente apenas dos seus próprios olhos e pelo interesse do seu próprio umbigo, completamente indiferente à sorte do seu semelhante!
             

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT lamenta falecimento de procurador de Justiça

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso manifesta profundo pesar pelo falecimento do Procurador de Justiça Jorge da Costa Lana, ocorrido nesta segunda-feira (7). Natural de Corumbá (MS), onde nasceu em 13 de maio de 1953, Jorge da Costa Lana construiu uma trajetória de destaque no Ministério Público de Mato Grosso, dedicando mais de quatro décadas à instituição. Em 2017, foi promovido ao cargo de Procurador de Justiça, pelo critério de antiguidade, passando a integrar a 15ª Procuradoria de Justiça Cível. Ao longo de sua carreira, atuou também por muitos anos na área criminal, contribuindo com seu conhecimento, experiência e dedicação para o fortalecimento da instituição e para a prestação jurisdicional à sociedade mato-grossense. O Procurador-Geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, lamentou profundamente a perda do colega. “ O Ministério Público de Mato Grosso perde hoje um membro de trajetória marcada pelo compromisso com a instituição, pela dedicação à Justiça e pelos relevantes serviços prestados à sociedade mato-grossense. Jorge da Costa Lana deixa um legado de trabalho, conhecimento e respeito entre seus pares. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas, desejando que encontrem conforto para enfrentar essa irreparável perda”, declarou. O Ministério Público de Mato Grosso se solidariza com os familiares, amigos e colegas do Procurador de Justiça Jorge da Costa Lana, agradecendo por sua dedicação e pelos relevantes serviços prestados ao longo de sua vida profissional. As informações sobre o local e o horário do velório e do sepultamento serão divulgadas oportunamente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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