MATO GROSSO
Mato Grosso é destaque pelo melhor desempenho na fiscalização de desmate ilegal no Brasil
MATO GROSSO
Mato Grosso é o Estado que mais realizou fiscalizações de áreas desmatadas através de alertas emitidos por satélite, conforme destacou a reportagem do Jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, nesta quarta-feira (04.05). Os dados são do Monitor da Fiscalização do Desmatamento do Mapbiomas, que cruza alertas de desmatamento com embargos de áreas e licenças emitidas por órgãos ambientais.
A reportagem, que pode ser assistida na íntegra clicando aqui, realizou um comparativo do trabalho de fiscalização realizado em cinco Estados: Pará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Os órgãos ambientais do Governo de Mato Grosso fiscalizaram 29,5% dos avisos de desmatamento ou 41% de toda a área desmatada no Estado. A fiscalização é realizada conforme os avisos emitidos pelo satélite que acompanha a situação da perda de cobertura de vegetação no território dentro dos biomas mato-grossenses.

Em 2021, Mato Grosso apresentou redução na incidência de focos de calor na vegetação em todos os biomas: Pantanal 92%, Cerrado 53% e Amazônia 38%.
Este bom resultado é reflexo dos investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso, que tem como meta o fortalecimento das instituições para avançar com as diversas ações de fiscalização, além de identificar e punir com multas os infratores que insistem no desmatamento.
Panorama das ações do Governo de MT
Em 2021, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 73 milhões em ações de prevenção e combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais. O recurso garantido representa o maior investimento na área ambiental que possibilitou abertura de unidades estratégicas do Corpo de Bombeiros Militar, que também atua na fiscalização de áreas desmatas com uso irregular do fogo.
Em janeiro, foi entregue o 1° Pelotão Independente do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) na cidade de Poconé (104 km de Cuiabá), unidade estruturada para atuar no monitoramento e prevenção aos incêndios na região do Pantanal mato-grossense. Além desta, foi entregue, em junho do mesmo ano, o 2° Pelotão Independente Bombeiro Militar na cidade de Santo Antônio de Leverger, unidade estratégica para fortalecer o combate aos incêndios florestais em Barão de Melgaço e nos distritos de São Pedro de Joselândia e Mimoso.

Sistema de alertas por satélite
O Estado conta com a Plataforma de Monitoramento com Imagens de Satélite Planet, um sistema de detecção de desmatamento em tempo real de alta resolução, que permite o monitoramento ambiental preventivo. Com base nos alertas, é possível identificar imediatamente a retirada de vegetação.
O serviço foi adquirido com recursos do Programa REDD+ For Early Movers (REM), que remunera e premia o esforço de mitigação das mudanças climáticas por meio do combate ao desmatamento.
Outra tecnologia que está sendo utilizada é o sensoriamento por radar para identificar áreas em desmatamento mesmo em período chuvoso. A nova metodologia está sendo implantada pela equipe da Coordenadoria de Fiscalização de Flora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
Multas ambientais
A tecnologia propiciou que apenas no ano passado fosse emitido R$ 1,5 bilhão em multas ambientais, que inclui a penalização de crimes contra a fauna e flora, como as queimadas e desmatamento ilegais. As multas foram aplicadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros Militar (BEA/CBMMT).
A aplicação de multas por danos causados à natureza também é competência da CBM-MT. A Lei Complementar n° 639, aprovada em 30 de outubro de 2019, pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Mauro Mendes, alterou o Código Estadual do Meio Ambiente em vigência e atribuiu essa função para que o órgão contribuísse ainda mais no combate aos desastres ambientais cometidos pelo homem.

Com o uso de recursos tecnológicos, as equipes de militares do BEA, realizam o monitoramento total das áreas 903.331,4 m² do território mato-grossense, com foco nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal para identificar focos de calor nas áreas florestais.
Os 20 ciclos da Operação Abafa 2021, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), e demais forças estaduais durante o intenso período de estiagem, resultou na aplicação total de R$ 85.749.615,50 em multas aos proprietários de terras pelo uso irregular do fogo, durante a fase proibitiva de queimadas no Estado, de 1º de julho a 30 de outubro.
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Ouvidoria do MPMT participa de encontro nacional do Ligue 180
A ouvidora-geral adjunta do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), procuradora de Justiça Silvana Correa Vianna, participou do 3º Encontro Nacional dos Pontos Focais do Ligue 180, promovido pelo Ministério das Mulheres, nos dias 29 e 30 de junho, em Salvador (BA). O evento reuniu representantes de organismos de políticas para as mulheres, Ministérios Públicos, Poder Judiciário, Defensorias Públicas, órgãos de segurança pública e entidades da sociedade civil para fortalecer a rede nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.A programação teve como foco o aprimoramento dos fluxos de atendimento, acolhimento e encaminhamento das denúncias registradas por meio do Ligue 180, principal canal nacional de orientação e apoio às mulheres em situação de violência. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para ampliar a integração entre os entes federados e qualificar o acompanhamento das denúncias em todo o país.Entre os principais destaques do encontro esteve o lançamento das Diretrizes Nacionais das Casas da Mulher Brasileira, documento que passa a orientar a atuação integrada das unidades em funcionamento no território nacional, promovendo maior padronização dos serviços e fortalecendo a articulação entre os órgãos da rede especializada de proteção.Também foram formalizados acordos de cooperação técnica entre o Ministério das Mulheres e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), visando aperfeiçoar o fluxo de envio, recebimento e monitoramento das denúncias encaminhadas pela Central Ligue 180. Outro acordo foi firmado com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), voltado ao enfrentamento da violência digital contra as mulheres.Durante a programação, o Ministério das Mulheres apresentou novas ferramentas para qualificação do atendimento, incluindo a ampliação do acesso ao Ligue 180 por meio de canais digitais e mecanismos de integração de dados para agilizar o encaminhamento das demandas às instituições responsáveis.Para a procuradora de Justiça Silvana Correa Vianna, a participação do MPMT no encontro reforça o compromisso institucional com a defesa dos direitos das mulheres e o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate à violência de gênero.Segundo a ouvidora-geral adjunta, a atuação do MPMT nessa temática inclui a Ouvidoria das Mulheres, instituída pela Resolução nº 226/2021 do Colégio de Procuradores de Justiça. O canal especializado foi criado para receber e encaminhar às autoridades competentes demandas relacionadas à violência contra a mulher, além de promover a integração com instituições que atuam na prevenção e no enfrentamento dessa violência. De acordo com a norma, a Ouvidoria das Mulheres atua em regime de cooperação com a Ouvidoria Nacional do Ministério Público e com a Rede de Ouvidorias do Ministério Público brasileiro, contribuindo para ampliar os canais de acolhimento e proteção às vítimas. Entre suas atribuições estão o recebimento de denúncias, o encaminhamento às autoridades competentes e a promoção de parcerias voltadas ao aperfeiçoamento das ações de enfrentamento à violência contra as mulheres. O 3º Encontro Nacional dos Pontos Focais do Ligue 180 teve como objetivo consolidar a articulação federativa, fortalecer a rede de proteção e ampliar a capacidade de resposta do Estado brasileiro às mulheres em situação de violência, reafirmando a importância da atuação integrada entre as instituições que compõem o sistema de garantia de direitos.(Com informações do Ministério das Mulheres)
Fonte: Ministério Público MT – MT


