MATO GROSSO
Mato Grosso estreia na Goiás Feito à Mão e supera expectativas de vendas
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Mato Grosso participou pela primeira vez da Goiás Feito à Mão – Feira de Artesanato e Economia Criativa, realizada nos dias 9 e 10 de agosto no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, e já saiu com um saldo positivo. Representado por um artesão indígena do núcleo de produção Álamo, da etnia Waurá, do município de Paranatinga, foram comercializadas 36 peças gerando um faturamento total de R$ 11,435 mil, conforme o balanço concluído nesta terça-feira (12.8).
A coordenadora de Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), Lourdes Sampaio, explicou que a participação do Estado foi apenas com um artesão, pois o espaço do estande era reduzido e a organização pediu que fossem levadas peças exclusivamente artesanato indígena.
“Ele foi para lá na expectativa de vender pouco, porque eram apenas dois dias de evento, mas ficou surpreso com o volume de vendas. Foram pouco mais de 45 peças que ele levou e vendeu 36. Ele aproveitou e esticou o tempo na cidade pela oportunidade de comprar insumos, como miçangas, que em Goiânia têm preços mais acessíveis”, contou.
Promovida pelo Goiás Social e pela Secretaria da Retomada, a 9ª edição da Goiás Feito à Mão reuniu mais de 100 artesãos goianos e convidados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal. O evento já se consolidou como uma das principais vitrines do artesanato da região Centro-Oeste e, segundo os organizadores, deve ganhar um dia a mais na próxima edição para receber novos estados.
Fonte: Governo MT – MT
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Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
Fonte: Ministério Público MT – MT


