MATO GROSSO
Mato Grosso promove a I Mostra Estadual das Escolas Técnicas
MATO GROSSO
Estão abertas as inscrições para a I Mostra Estadual das Escolas Técnicas de Mato Grosso (MEET). O evento é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), com o objetivo de incentivar a participação de professores e alunos na produção de soluções tecnológicas para problemas do dia a dia.
As soluções deverão ter relação com as demandas da comunidade e região, onde cada escola está inserida. Além de desenvolver o empreendedorismo, professores e alunos terão a oportunidade de exercitar a teoria aprendida em sala de aula.
Conceitos como tecnologia social, inclusão, diminuição das desigualdades regionais e complexidade econômica também deverão fazer parte dos projetos. A proposta é desenvolver tecnologia para o bem coletivo, utilizando conceitos e ferramentas capazes de potencializar ações já desenvolvidas, muitas vezes, de maneira isolada pela própria comunidade. Cada vez mais, o mundo globalizado busca por profissionais sensíveis à necessidade humana e capazes de desenvolver arranjos sociais com impactos para o bem estar coletivo e do meio ambiente.
“Precisamos sair do lugar comum. Hoje, as ideias criativas, de baixo custo, de fácil aplicação e de impacto social estão ditando as novas regras do mercado de trabalho. Desde que assumimos a Seciteci, temos operado no sentido de agregar ainda mais valor aos produtos que entregamos à população. Tenho insistido sobre o potencial que cada escola técnica tem para ser uma extensão do Parque Tecnológico de Mato Grosso, seja produzindo tecnologia ambiental, social ou institucional. A criatividade não tem limite”, defendeu o titular da Seciteci, Maurício Munhoz.
As inscrições serão realizadas de acordo com o calendário de cada escola, conforme o edital. O formulário de inscrições, assim como o edital, pode ser acessado no Portal da MEET https://sites.google.com/secitec.mt.gov.br/meet/p%C3%A1gina-inicial?authuser=0
Poderão participar da I MEET, alunos e ex-alunos das escolas técnicas, orientados por um professor da unidade. Os projetos deverão ser inscritos em uma das seguintes categorias: Investigação Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo.
O projeto com maior pontuação em cada escola passará por uma segunda etapa de avaliação, para seleção e participação na II Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, promovida pelo Ministério da Educação (MEC). Um professor e um aluno terão vaga garantida na Semana Nacional, que será realizada em Brasília (DF), com todas as despesas pagas.
Calendário das Mostras Científicas nas ETEs:
Lucas do Rio Verde – 06 de julho
Alta Floresta – 12 de agosto
Barra do Garças – 12 de agosto
Sinop – 12 de agosto
Diamantino – 15 de agosto
Rondonópolis – 15 de agosto
Tangará da Serra – 16 de agosto
Poxoréu – 18 de agosto
MATO GROSSO
Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão
A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.
A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.
No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.
Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.
Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.
Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.
TJMT Inclusivo
O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Confira mais sobre o evento:
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Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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