CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Memórias do Judiciário traz bate-papo com o juiz aposentado José Arimatéa Neves Costa

Publicados

MATO GROSSO

Já está no ar a nova edição do programa Memórias do Poder Judiciário, com a participação do juiz aposentado José Arimatéa Neves Costa. Entrevistado pela vice-diretora da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, e pela jornalista Maritza Fonseca, o magistrado narra fatos da sua juventude, início da trajetória profissional, carreira na magistratura, casos emblemáticos vivenciados, entre muitos outros assuntos. Clique neste link para assistir.
 
Natural de São José do Campestre, no Rio Grande do Norte, ele tem 58 anos. Ainda na infância, mudou-se para Natal e lá permaneceu até passar em seu primeiro concurso para magistratura, em Rondônia, em 1994. Após atuar cinco anos em Rondônia, passou no concurso para a magistratura em Mato Grosso em 1990. No Estado, jurisdicionou as comarcas de Juína, Água Boa, Barra do Bugres, Sinop, Rondonópolis e Cuiabá.
 
Na entrevista, o magistrado relembrou fatos marcantes durante o período em que jurisdicionou a Vara Especializada contra o Crime Organizado. “Nós ficamos bastante tempo, quase seis anos nessa vara. E como era atuar nessa vara? Difícil, acho que até hoje é difícil. Para a senhora ter uma ideia, a última sentença que eu despachei no processo, é o meu canto do cisne nessa vara criminal, deu 324 laudas. Eu tive que fazer até um índice para sentenciar”, assinalou.
 
Arimatéa assinalou ainda que os processos criminais da atual Sétima Vara, antiga Vara do Crime Organizado, sempre tiveram complexidade acima da média na esfera criminal. “Foi uma felicidade muito grande o tribunal ter criado essa vara. Eu acho que depois outros estados andaram no mesmo caminho e eu tive experiência de que tive que correr com muitos processos, mesmo tendo que, às vezes, fazer audiências que começaram na quinta-feira e terminar a audiência na segunda-feira de manhã, inclusive fazer audiência no sábado e no domingo. Teve caso de eu fazer audiência no sábado e no domingo, pedir pizza e o pessoal comer a pizza”, contou.
 
José Arimatéa aposentou-se em 2020 e hoje atua como advogado. “Como eu nunca tinha advogado, eu acho que com 55 anos ainda dá para começar um novo projeto de vida. Experimentar algo, digamos assim, uma outra profissão. Saber como que é a vida do advogado”, assinalou. “A magistratura não é fácil, não é fácil. Hoje, como advogado, às vezes demora um despacho, uma decisão, uma sentença. E eu fico tranquilo porque eu sei que não é má vontade do juiz não, é porque não é fácil.”
 
O programa Memórias do Poder Judiciário resgata fatos que retratam a história do Poder Judiciário de Mato Grosso por meio dos magistrados que criam, transformam e aperfeiçoam o sistema de Justiça estadual. Neste link você assiste aos programas anteriores.
 
 
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência. Descrição: Fotografia colorida. Na lateral esquerda o brasão do Poder Judiciário de Mato Grosso. Do lado direito o ícone de play acompanhado do texto: /tjmtoficial. Na parte central o logo do Programa Memórias do Poder Judiciário e a foto do juiz José Arimatéa acompanhados do texto: Confira na íntegra. Assina a peça o logo do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Alunos da Escola Maria Dimpina conhecem a metodologia de acolhimento dos Círculos de Paz
Propaganda

MATO GROSSO

MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

Publicados

em

Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

Leia Também:  TJ nega recurso e mantém condenação de réu a 42 anos por homicídio

O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

Leia Também:  Motorista de aplicativo inventa roubo e é autuado por falsa comunicação de crime em Rondonópolis

Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA