MATO GROSSO
Mineração no Rio Peixoto será debatida em Audiência Pública pelo MPMT
MATO GROSSO
Os impactos ambientais decorrentes das atividades de mineração no Rio Peixoto e a implementação de medidas de controle e fiscalização estarão em debate no dia 3 de julho, às 18h, no plenário da Câmara Municipal de Peixoto de Azevedo (a 672,9 km de Cuiabá).O evento é uma realização da 1ª Promotoria de Justiça Cível, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Matupá, e tem por objetivo coletar, junto à sociedade civil e ao Poder Público, informações que subsidiem a atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.A audiência pública tem como público-alvo representantes de entidades ambientais, universidades, associações comunitárias, órgãos ambientais e de controle, Ministério Público Federal, cooperativas, entidades de classe, lideranças e as prefeituras de Matupá e Peixoto de Azevedo, além de toda a sociedade civil.A consulta será presidida pela promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt, responsável pela condução dos trabalhos. Cada órgão e autoridade presente poderá se manifestar presencialmente, mediante inscrição prévia.Na ocasião, serão debatidas estratégias para a regulação ambiental das balsas e apresentadas propostas concretas para a mitigação dos danos ambientais. Também serão discutidas medidas para a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Cooperativa dos Garimpeiros de Peixoto (Cooperio), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e o Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



