MATO GROSSO
Modernização de fluxos fortalece rede de proteção às mulheres com união entre Judiciário e Executivo
MATO GROSSO
Começou nesta quinta-feira (05), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, a oficina que visa modernizar os fluxos de trabalho das Varas de Violência Doméstica. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), formalizada pelo Termo de Cooperação nº 27/2025. O trabalho conjunto entre os poderes Judiciário e Executivo busca otimizar a expedição de mandados e garantir que medidas protetivas sejam cumpridas com rapidez e eficácia.
A oficina é conduzida pela equipe da Superintendência de Modernização Organizacional (SMO) da Seplag e aplica a metodologia de Gestão por Processos (BPM), que inclui ferramentas como “Design Thinking” e o redesenho dos fluxos de trabalho, a partir do mapeamento do cenário atual (“As Is”) e da construção do modelo ideal (“To Be”). O foco principal é reduzir o tempo de tramitação e garantir maior efetividade nas medidas que asseguram a proteção das mulheres vítimas de violência.
A coordenadora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD), juíza Henriqueta Lima explicou que a oficina surgiu a partir de um termo de cooperação com a Seplag, considerando a expertise do Poder Executivo em melhoria de fluxos. Segundo ela, o projeto-piloto começou pela violência doméstica de gênero em razão da relevância social e da necessidade de garantir efetividade às decisões.
“Nosso foco é a efetividade: a proteção precisa sair do papel e chegar à ponta. Muitas vezes, o descompasso entre as instituições e erros simples de cadastro travam o cumprimento de um mandado. Por isso, reunimos todos os atores do sistema para identificar esses gargalos e redesenhar um fluxo seguro e ágil. Começamos pela violência doméstica porque Mato Grosso exige uma resposta concreta e imediata diante dos índices de criminalidade contra a mulher”, explicou a juíza.
Titular da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica contra a Mulher de Cuiabá, a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges destacou a importância da integração entre os profissionais que atuam na área.
“Essa integração é vital porque reúne todos os elos da corrente, da distribuição do processo até o oficial de justiça que bate à porta do agressor. Redesenhar esse fluxo não é apenas uma questão administrativa, é sobre o impacto real na vida de mulheres que, muitas vezes, levaram anos para romper o silêncio e agora estão em situação extrema. Elas não podem esperar. Ao compreendermos o papel de cada instituição, conseguimos entregar a resposta rápida e eficaz que o momento exige”, defendeu Tatyana Borges.
A superintendente de Desenvolvimento Organizacional da Seplag, Maria Teresa de Mello Vidotto, ressaltou a importância da atuação conjunta entre Executivo e Judiciário.
“Sabemos da quantidade de feminicídios que o Estado de Mato Grosso tem registrado. Essa oficina promove a união dos grupos de trabalho do Executivo e do Judiciário para mapear processos e contribuir para a diminuição desses homicídios. É uma construção conjunta para buscar soluções efetivas”, explicou a superintendente.
Coordenadora do Escritório de Gerenciamento de Processos da Superintendência de Desenvolvimento Organizacional da Seplag, Regina Doy detalhou a dinâmica da oficina e o foco na escuta dos servidores.
“Esta oficina foi desenhada para ouvir quem vivencia o processo diariamente, da delegacia até a entrega da intimação. Queremos entender na prática onde estão os gargalos e o que causa a morosidade, buscando soluções que nasçam da experiência de quem está na ponta. Nosso olhar vai muito além do administrativo: trata-se do valor que entregamos à sociedade e se essa proteção está chegando a quem realmente precisa. Melhorar esse fluxo é nossa contribuição direta para reduzir os feminicídios e garantir que a medida protetiva seja, de fato, efetiva“, explicou Regina.
Na prática, a oficina promove a escuta dos profissionais que atuam diretamente na ponta do sistema, identificando gargalos e propondo soluções para tornar o fluxo mais eficiente. A integração entre Judiciário e Executivo é apontada como estratégica para alinhar procedimentos, compartilhar responsabilidades e garantir que as decisões sejam cumpridas com maior rapidez.
A Oficina de Melhoria de Processo de Trabalho marca um novo passo na modernização institucional, ao unir gestão, cooperação interinstitucional e foco em resultados para ampliar a efetividade das medidas protetivas. Mais agilidade significa mais proteção, segurança e mais vidas preservadas.
Rondonópolis é referência na implantação do fluxo
Um dos pilares da reunião foi o aproveitamento do Processo de Trabalho instituído pela juíza Maria Mazzarello Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis. O modelo resultou na criação de fluxos otimizados e de um Manual de Procedimentos das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), homologado pela Corregedoria-Geral da Justiça em março de 2023. Atualmente, os fluxos estão publicados no Portal da Corregedoria e servem como padrão unificado para as unidades criminais do estado. A proposta agora é expandir essa experiência para Cuiabá e demais comarcas.
Ao detalhar as ações implementadas na unidade, a magistrada explicou que, diante do grande volume de casos, foi necessário imprimir mais celeridade na análise e no cumprimento das medidas.
“Diante do alto volume de casos, nossa prioridade é a celeridade extrema: a medida protetiva que chega precisa ser analisada em menos de duas horas para que o oficial de justiça possa agir imediatamente. Não basta apenas conceder a medida no papel, investimos em comunicação local para que a mulher saiba onde buscar ajuda e em ferramentas como o botão do pânico e a Patrulha Maria da Penha para garantir que a decisão seja cumprida. Trabalhamos com um banco de dados das Medidas Protetivas e equipes multidisciplinares para avaliar riscos e oferecer acolhimento em casas-abrigo. Afinal, qualquer atraso pode resultar em um feminicídio, gerando consequências irreparáveis para toda a sociedade”, detalhou a juíza Mazzarello.
Esta parceria estratégica entre o Judiciário e o Executivo une automação e linguagem simples para garantir que as ordens judiciais sejam cumpridas com rapidez e precisão. Ao validar fluxos que acompanham a medida protetiva desde o registro na delegacia até a Central de Mandados, o projeto reafirma o papel do oficial de justiça como elo vital para romper o ciclo da violência. Mais do que uma reforma administrativa, a iniciativa consolida um modelo de gestão humanizado, focado na preservação da vida e no fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Participam da oficina, que continua nesta sexta-feira das 8h às 12h, magistrados, diretores, gestores, servidores, técnicos e oficiais de justiça das unidades do NCJUD, Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Laboratório de Inovação (InovaJus), Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI), Diretoria do Fórum de Cuiabá, Varas Especializadas de Violência Doméstica de Cuiabá e Rondonópolis, Centrais de Mandados de Cuiabá e Várzea Grande, além de delegados da Delegacia da Mulher de Cuiabá, da Delegacia 24h e representantes do Ministério Público.
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Autor: Flávia Borges
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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43º Encontro do Gemam tem nova data e será realizado em Barra do Garças
A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) informa aos magistrados e magistradas que integram o Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) que houve alteração na programação da 43ª edição do encontro. Inicialmente prevista para o dia 7 de agosto, em Cuiabá, a atividade será realizada em 14 de agosto, no município de Barra do Garças.
A mudança reforça a proposta de interiorização das atividades do Gemam, que vem ampliando sua presença em diferentes regiões do Estado e proporcionando maior participação presencial dos magistrados(as). O grupo tem registrado crescimento contínuo, tanto pelo ingresso de novos integrantes quanto pelo fortalecimento dos debates jurídicos promovidos em cada encontro.
Coordenado pela juíza Alethea Assunção Santos, o Gemam tem como objetivo estimular o estudo, a reflexão e a produção jurídica entre magistrados estaduais, contribuindo para a evolução do Direito e o aprimoramento da prestação jurisdicional. Atualmente, o grupo reúne 93 membros.
Criado em 2014 por meio de portaria conjunta da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e da Escola da Magistratura Mato-grossense (Emam), o Gemam promove debates sobre temas das áreas cível, criminal e do agronegócio. A partir das discussões realizadas nos encontros, são elaborados enunciados orientativos que servem como referência para a magistratura estadual.
Integram o Grupo os seguintes magistrados(as):
1. Adriana Sant’Anna Coningham
2. Agamenon Alcântara Moreno Júnior
3. Alethea Assunção Santos
4. Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni
5. Anderson Clayton Dias Batista
6. Anderson Fernandes Vieira
7. Ângela Regina Gama da Silveira Gutierres Gimenez
8. Anna Paula Gomes de Freitas
9. Antônio Veloso Peleja Júnior
10. Augusta Prutchansky Martins Gomes Negrão Nogueira
11. Bruno D’Oliveira Marques
12. Caio Almeida Neves Martins
13. Carlos Augusto Ferrari
14. Cássio Leite de Barros Netto
15. Cássio Luis Furim
16. Clarice Claudino da Silva
17. Cláudia Anffe Nunes da Cunha
18. Cristiane Padim da Silva
19. Daniel Campos Silva de Siqueira
20. Djessica Giseli Kuntzer
21. Edna Ederli Coutinho
22. Edson Dias Reis
23. Eduardo Calmon de Almeida Cezar
24. Elmo Lamoia de Moraes
25. Emanuelle Chiaradia Navarro Mano
26. Emerson Luís Pereira Cajango
27. Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
28. Fabio Petengill
29. Fernanda Mayumi Kobayashi
30. Fernando Kendi Ishikawa
31. Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto
32. Francisco Ney Gaíva
33. Gabriela Carina Knaul Silva
34. Gerardo Humberto Alves Silva Junior
35. Gleidson de Oliveira Grisoste Barbosa
36. Guilherme Carlos Kotovicz
37. Hanae Yamamura de Oliveira
38. Helena Maria Bezerra Ramos
39. Helícia Vitti Lourenço
40. Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima
41. Hugo José Freitas da Silva
42. Jamilson Haddad Campos
43. Janaína Rebucci Dezanetti
44. Jean Garcia de Freitas Bezerra
45. Jeverson Luiz Quintieri
46. João Bosco Soares da Silva
47. João Filho de Almeida Portela
48. Jones Gattass Dias
49. Jorge Alexandre Martins Ferreira
50. José Antônio Bezerra Filho
51. José Eduardo Mariano
52. Laura Dorilêo Cândido
53. Leilamar Aparecida Rodrigues
54. Leonardo Lucio Santos
55. Lídio Modesto da Silva Filho
56. Lorena Amaral Malhado
57. Lucelia Oliveira Vizzotto
58. Luciana Braga Simão Tomazetti
59. Luciene Kelly Marciano Roos
60. Luís Aparecido Bortolussi Júnior
61. Luís Felipe Lara de Souza
62. Luiz Guilherme Carvalho Guimaraes
63. Luis Otávio Pereira Marques
64. Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro
65. Marcelo Ferreira Botelho
66. Marcelo Sousa Melo Bento de Resende
67. Márcio Vidal
68. Marcos Faleiros da Silva
69. Marcos Machado
70. Marcos Regenold Fernandes
71. Maria Rosi de Meira Borba
72. Marina Carlos França
73. Melissa de Lima Araújo
74. Milena Ramos de Lima e Souza Paro
75. Moacir Rogério Tortato
76. Myrian Pavan Schenkel
77. Patrícia Cristiane Moreira
78. Patrick Coelho Campos Gappo
79. Pedro Davi Benetti
80. Pedro Flory Diniz Nogueira
81. Rafael Depra Panichella
82. Raissa da Silva Santos Amaral
83. Raiane Santos Arteman
84. Ramon Fagundes Botelho
85. Ricardo Frazon Menegucci
86. Rodrigo Roberto Curvo
87. Romeu da Cunha Gomes
88. Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro
89. Vagner Dupim Dias
90. Victor Lima Pinto Coelho
91. Vinicius Paiva Galhardo
92. Wagner Plaza Machado Junior
93. Wesley Sanchez Lacerda
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 e (65) 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]


