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Mostra Estadual das Escolas Técnicas da Seciteci encerra nesta sexta-feira (4)

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Encerra-se, nesta sexta-feira (4.7), a 4ª edição da Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET). O evento foi iniciado no dia 26 de junho (26.6) em diferentes datas e horários nas 17 unidades de ensino da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

Neste último dia, a programação ficou por conta da Escola Técnica Estadual de Diamantino, a partir das 19h30. A unidade é situada na Rodovia Senador Roberto Campos, km 09, zona rural de Diamantino.

Segundo Alzenir Venâncio, integrante da Comissão Organizadora da MEET na Seciteci, a 4ª edição se destacou por um maior engajamento dos estudantes e equipes das ETECs.

“Além do recorde de inscrições de trabalhos, percebemos uma maior maturidade nos projetos. Foram muitas apresentações já com protótipos e até ideias de desenvolvimento de aplicativos. E isso é fruto de todo o trabalho que as escolas vêm desenvolvendo com os estudantes”, afirma Alzenir.


Nesta 4ª edição, a MEET contou com 473 trabalhos submetidos, um percentual recorde e aproximadamente 165,7% maior que o registrado em 2024 – quando houveram 178 inscrições.

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O resultado final da Mostra será divulgado no dia 14 de julho (14.7), no site da Seciteci (Acesse Aqui).

As equipes concorrem a uma premiação dividida em dois segmentos: aluno e professor orientador. Serão premiados 1ª, 2º e 3º colocações de cada categoria.


No segmento aluno, a premiação consiste em: um smartphone (1º lugar), um tablet (2º lugar) e um Smart Speaker Amazon Echo Dot (3º lugar). Para os professores orientadores, a premiação será: Kit Professor Tech, composto por um tablet, uma mochila; um projetor 4K HD (150 polegadas) e um controle apresentador de slides (1º lugar); um Smartphone (2º lugar) e um tablet (3º local).

Os projetos ganhadores da MEET também estarão automaticamente classificados para a 17ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), que será realizada em outubro durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCTI), em Cuiabá.

Conecte-se

Para saber mais sobre eventos da Seciteci voltados à ciência, tecnologia e inovação, basta acessar à aba Conecte-se. Qualquer instituição do gênero pode informar a sua atividade no site da Secretaria através do link.

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*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

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A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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