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MT Hemocentro celebra Dia do Doador de Sangue com homenagens e campanha de conscientização

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, celebrou nesta sexta-feira (25.11) o Dia Nacional do Doador de Sangue. A unidade preparou uma programação intensa em homenagem aos heróis e heroínas da vida real, que regularmente doam esperança e vida. 

“Essa é uma data extremamente significativa porque existem doadores de sangue com quem nós temos um trabalho lindo de salvar vidas. Temos que enaltecer esse gesto maravilhoso, da pessoa doar o seu tempo e o seu sangue, literalmente estender o braço, pela vida do outro”, disse a diretora da unidade, Gian Carla Zanela, ao enfatizar a necessidade de mais doadores regulares de sangue.  

Nesta sexta-feira especial, o MT Hemocentro contou com a presença de equipes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), do MT Hemocentro e parceiros, como a Casa Prado, o Márcio Designer, o Marcelo Modesto do Projeto “Os Últimos”, a ZF comunicação e o Grupo Ginco.

Após o início da programação, o evento seguiu com apresentação da banda musical do Corpo de Bombeiros. Em seguida, houve um lanche para os doadores, além de sorteios que se estende até as 17h. Entre os itens sorteados estão camiseta do grupo de corrida ‘Os últimos’, camisetas Casa Prado, pulseiras Márcio Design (MD) e brindes. 

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Heróis e heroínas

A tenente coronel do Bombeiro Militar, Sheila Sabelhos Santana, doa sangue há mais de 20 anos e, além de salvar vidas por ofício, também salva vidas por meio do voluntariado. “O Dia do Doador de sangue é importante para que a gente consiga alcançar mais doadores e, com isso, multiplicar a possibilidade de salvar vidas. Os Bombeiros fazem anualmente a campanha de doação de sangue para motivar tanto os profissionais quanto a população”, disse.

Josinete Gonçalves de Araújo, doadora de sangue há mais de 10 anos, também continua sendo voluntária por acreditar que pode ajudar o próximo. “Estamos ajudando alguém que precisa. No futuro pode ser você, que hoje está doando, e você também terá alguém para te ajudar. Está aí a importância de doar um pouco de você para o outro”, disse durante a sua doação.

A diretora do banco de sangue reforçou a importância do gesto e parabenizou todos os doadores pelo dia. “É muito lindo estender o braço e doar o seu sangue sem saber a quem. O nosso eterno agradecimento aos nossos doadores”, finalizou. 

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O agendamento para a doação de sangue pode ser realizado neste link. A unidade especializada registra estoques críticos dos tipos sanguíneos O+, O-, A- e AB-. Ainda estão em alerta os tipos B-, AB+, A+ e B+.

Fonte: GOV MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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