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MT Saúde promove evento online sobre prevenção do câncer colorretal

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O MT Saúde realiza na próxima quarta-feira (15.03) o Bate-papo “Março Azul: Mês de Prevenção do Câncer Colorretal”. A conversa online ocorrerá em parceria com a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) e tem como público-alvo todos os servidores do Estado e a população em geral.

Os convidados desta edição são os médicos Natasha Slhessarenko, patologista e conselheira do Conselho Federal de Medicina (CFM), e Roberto Barreto, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Mato Grosso (Sobed-MT). Ambos são credenciados ao convênio pela Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande.

O evento será realizado pela plataforma Google Meet e transmitido ao vivo no canal do MT Saúde no YouTube, às 14h. Para participar é necessário se inscrever aqui.  

O mês de março é conhecido pela cor azul em conscientização ao câncer colorretal, o terceiro tipo de maior incidência no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ficando atrás apenas dos de mama e próstata.

O câncer colorretal é uma doença prevenível e ocorre devido a tumores que surgem no intestino grosso, também chamado de cólon, e no reto, região final do trato digestivo e anterior ao ânus. Pelo menos 16 mil pessoas em Mato Grosso devem ser diagnosticadas com câncer colorretal em 2023, conforme estimativa do Inca.

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Bate-papo MT Saúde

O Bate-papo online do MT Saúde é um projeto do convênio, cujos objetivos principais são informar, prevenir e cuidar dos seus beneficiários. Ele ocorre mensalmente, sempre com um assunto do momento abordado por especialistas credenciados à rede de prestadores do plano, e é transmitido ao vivo em seu canal no YouTube.

Confira AQUI a playlist de todos os eventos.

Fonte: GOV MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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