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Mutirão eleitoral atenderá população da região do Moinho, em Cuiabá

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Com o objetivo de facilitar o acesso de eleitores e eleitoras da região do Moinho, em Cuiabá, aos serviços eleitorais, especialmente o cadastro biométrico, a 39ª Zona Eleitoral realizará um mutirão, nesta quarta-feira (1º/10) e quinta-feira (02.10). Os atendimentos ocorrerão das 8h às 13h, na Paróquia São Mateus, que está localizada na Av. das Palmeiras, s/n, no bairro Jardim Imperial. 

 

Somente neste bairro, há 7.801 pessoas aptas ao voto. Mas, o mutirão estará disponível a moradores de toda a região do Moinho, totalizando aproximadamente 60 mil pessoas, conforme informou o presidente da Associação de Moradores do Bairro Recanto dos Pássaros, Ronald Muzzi. São residentes dos bairros Recanto dos Pássaros, Jardim Universitário, Parque Universitário, Jardim Imperial I e II, Residencial Cláudio Marcheti, Cachoeira das Garças, Recanto das Seriemas, Residencial JK, Santa Cruz I e Santa Cruz II. 

  

Além do cadastro biométrico, que é o foco do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), outros serviços estarão à disposição da população, como alistamento (confecção do 1º título), revisão, transferência de domicílio eleitoral, emissão de guias para pagamento de multas, entre outros.   

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“Ressaltamos a importância do cidadão em ter o título de eleitor no município em que vive e convive com demais cidadãos, demonstrando o compromisso e respeito com a sua cidade, exercendo a sua cidadania e escolhendo os seus representantes”, frisou o presidente da Associação, Ronald Muzzi. 

  

O chefe de Cartório da 39ª Zona Eleitoral, Carlos Alberto Acosta, reforça que iniciativas como essa buscam aproximar ainda mais os serviços da população, garantindo praticidade e comodidade no processo de regularização cadastral e, consequentemente, na garantia do direito ao voto. 

 

Serviço 

 

A biometria é um recurso que oferece mais segurança na hora do voto, pois evita que uma pessoa vote no lugar da outra, além de conferir mais agilidade na identificação do eleitorado, evitando filas. Para cadastrar a digital, basta levar um documento oficial com foto. Já para outros serviços, como emissão do 1º título, transferência de endereço e regularização, é preciso também apresentar um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos devem apresentar, ainda, o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título.   

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Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada da Paróquia São Mateus, um prédio de formato octogonal, cercado por um muro baixo com grades de ferro. Na frente, há uma faixa colorida presa ao portão, anunciando a festa junina da paróquia. O local está em uma rua asfaltada, com calçada larga, e ao fundo é possível ver outros estabelecimentos comerciais e placas de publicidade. 

Fonte: TRE – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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