MATO GROSSO
Nota MT distribui R$ 250 mil em prêmios para consumidores de quatro municípios do interior
MATO GROSSO
Quatro municípios do interior levaram os cinco prêmios de R$ 50 mil no sorteio especial de Carnaval realizado pela Secretaria de de Estado de Fazenda (Sefaz), na manhã desta quinta-feira (17.03). Quatro mulheres e um homem foram os premiados.
Foram sorteados: Maria de Lourdes Custódio de Araújo e Weslaine Alves Barbosa Oliveira, de Campo Verde; Emiliane Silva Santiago, de Sinop; Vaine Jaine Almeida Tamandaré Catosso, de Mirassol D’Oeste; e Amaro Marcelino da Silva, de Diamantino.
As entidades sociais indicadas pelos ganhadores e que receberão R$ 10 mil cada são: Associação de Pais e Amigos do Excepcionais (Apae), de Diamanbtino; Associação Beneficente Fonte de Luz, de Sinop; Instituto de Desenvolvimento Social, de Campo Verde; Escola Especial ‘Criança Esperança’ – APAE, de Mirassol D’Oeste e Instituto Germinando Sons, de Campo Verde.
O secretário Rogério Gallo destacou o sucesso do Programa Nota MT este ano. “Apesar da pandemia e no primeiro semestre tivemos algum grau de dificuldades, foi um sucesso. Tivemos 357 mil contribuintes cadastrados, que cotidianamente pedem para ser colocado o CPF nas notas. Nós distribuímos mais de 12 mil prêmios, algo em torno de 7 milhões de reais. Distribuímos também mais de um milhão e meio de reais para entidades filantrópicas, o que fez muita diferença nos orçamentos para muitas delas”.
Sorteio transmitido ao vivo nas Redes Sociais da Sefaz e Governo de Mato Grosso – Foto por: Flávio Costa | Sefaz-MT
O sorteio desta quinta-feira foi o quarto realizado em 2021 e teve 6.228.015 bilhetes, o que representa um aumento de 7,54% em relação ao especial Natal 2021 Eles foram gerados a partir das notas fiscais e bilhetes de passagem eletrônicos emitidos entre os dias 1º de dezembro de 2021 a 28 de fevereiro deste ano, pedidas por 378.441 contribuintes.
O sorteio especial de Carnaval foi o maior em quantidade de bilhetes e participantes, desde o lançamento do Programa Nota MT, em 2019.
Nos quatro sorteios deste ano, sendo 03 mensais e este especial 3 mil consumidores foram premiados e distribuídos 1 milhão e 900 mil reais.
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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