MATO GROSSO
Novas habilitações de frigoríficos para China tiveram participação do Governo de MT
MATO GROSSO
O comunicado sobre a habilitação dos frigoríficos foi enviado ao governo brasileiro nessa terça-feira (12.03). Ao todo foram concedidas 38 habilitações, incluindo abatedouros de bovinos, frangos e suínos.
Em Mato Grosso, as plantas com autorização de venda para o mercado chinês estão localizadas em Várzea Grande, Colíder, Diamantino, Confresa, Alta Floresta e Pontes e Lacerda.
Conforme o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o Governo do Estado teve participação ativa nas tratativas que resultaram na habilitação das novas plantas frigoríficas.
“Na última viagem do governador Mauro Mendes à China, na CIIE, a maior feira de comércio da Ásia, levamos vários empresários do setor da indústria frigorífica e lá tivemos a oportunidade de apresentar essa empresa de Várzea Grande, que agora foi habilitada pelo governo chinês. É um trabalho importante que o Governo do Estado faz e vai continuar fazendo, não só pela Sedec mas também por meio do Instituto Mato-grossense da Carne, trabalhando Governo e iniciativa privada juntos para promover a carne mato-grossense, que tem a melhor qualidade do Brasil e uma das melhores do mundo”, observou.
César Miranda afirmou que a habilitação das plantas mato-grossenses é um reconhecimento à indústria frigorífica e à classe produtora do Estado e destacou que, além de carne de qualidade, Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país, agora livre de febre aftosa sem vacinação.
“Com o maior número de cabeças de gado do país e essa qualidade de carne, Mato Grosso tem conquistado novos mercados e ampliado as exportações para países parceiros, como a China, que é a maior compradora de produtos agrícolas produzidos no Estado”, ressaltou.
Atualmente, Mato Grosso tem 54 plantas frigoríficas no Estado, entre carne bovina, suína e aves. Deste total, 32 exportam proteína animal para 83 países.
De acordo com o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Sílvio Rangel, a lista com habilitação de novos 38 frigoríficos do país é a maior liberada para exportação pelo governo chinês.
“É um mercado interessante para Mato Grosso e para a indústria frigorífica, que passa a ter um mercado aberto na China. O país tem um consumo muito grande de carne. A produção de proteína animal tem crescido bastante, principalmente de bovinos. Então, a abetura desses novos mercados é importante para trabalharmos a exportação”, avaliou.
Conforme o Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso (DataHub MT), em 2023 Mato Grosso exportou 244,3 mil toneladas de carne bovina para a China, e gerou faturamento R$ 1,1 bilhão. Segundo o coordenador do DataHub, Vinicius Hideki, “com a adição de seis novos frigoríficos habilitados para exportação, há uma tendência de aumento no volume de carne embarcada e, consequentemente, um aumento na receita da indústria mato-grossense”.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
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