MATO GROSSO
Novelli anuncia implantação de energia solar no TCE-MT na abertura da Semana de Conscientização à Eficiência Energética
MATO GROSSO
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Durante a abertura da Semana de Conscientização à Eficiência Energética, nesta terça-feira (18), o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, anunciou a implantação de um sistema de energia solar fotovoltaica nas dependências do órgão de controle externo.
As placas solares abastecerão a unidade consumidora (UC) vinculada ao prédio administrativo e ao Ministério Público de Contas (MPC). A viabilidade da implantação das placas foi apontada em estudo elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso e entregue ao TCE-MT em maio.
O Levantamento mostra possibilidade de economia de até 72% no consumo de energia da referida unidade consumidora, com retorno financeiro estimado para um período médio de sete anos.
“A mudança é importante porque proporciona a utilização de energia limpa e renovável, que não causa impacto ao meio ambiente. Esta é uma ação que deve ser observada não só pelo retorno do investimento, mas também como uma aliada na manutenção e melhoria dos aspectos auditados pela ISO 50001, como a sustentabilidade”, explicou o presidente.
| Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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Novelli também falou sobre temas como o consumo consciente, economia de energia e utilização de energias limpas. Destacou ainda que o TCE-MT é o único órgão público no país certificado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o selo ISO 50001, referente ao Sistema de Gestão de Energia (SGE).
“Estamos comprometidos com a conscientização sobre a eficiência energética e, para reforçar este compromisso, nada melhor do que reunirmos os servidores neste evento, para que todos possam se informar e fortalecer este movimento. Ações como esta são fundamentais para que renovemos sempre nossa certificação”, avaliou.
A implementação do SGE tem como propósito permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar continuamente seu desempenho e consumo energético.
A Semana Estadual de Conscientização da Eficiência Energética foi instituída pela Lei n° 10.307/2015, de autoria do então deputado estadual Sérgio Ricardo de Almeida, hoje conselheiro e presidente do Comitê Ambiental do TCE-MT.
No encontro, Sérgio Ricardo destacou os benefícios da adoção das placas fotovoltaicas. “O Tribunal será exemplo para outras instituições. A alternativa da energia solar vem ganhando muito espaço no país e essa discussão ainda se aprofundará muito mais.”
O conselheiro também chamou a atenção para a construção de usinas hidrelétricas no estado. “Temos que ouvir cada município, fazer audiências públicas e ouvir os cidadãos que vivem às margens destes rios, para avaliar o impacto. Não dá mais para continuar fazendo a mesma coisa e querer que os resultados sejam diferentes”, concluiu.
Ao longo da semana também haverá exposição sobre as ações realizadas e resultados do SGE, disseminação de informações com atendentes da Energisa e representantes do SGE e bate-papo com os servidores sobre o SGE e Política de Eficiência Energética.
Política Energética
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Deste que obteve o selo ABNT NBR ISO 5001 o Tribunal de Contas tem realizado várias ações para melhorar continuamente o desempenho energético e o Sistema de Gestão de Energia. Sendo assim, com intuito estabeleceu, implementou e mantém sua Política Energética, promovendo:
- O consumo racional de energia elétrica;
- A eficiência energética com utilização de fontes renováveis de energia;
- A aquisição de produtos e serviços energeticamente eficientes que impactem o desempenho energético;
- O apoio às atividades de projeto que considerem a melhoria do desempenho energético.
O Tribunal se compromete a assegura a disponibilidade de informações e recursos necessários para alcançar objetivos e metas energéticas, satisfazer os requisitos legais aplicáveis e outros requisitos relacionados a eficiência energética, uso da energia e consumo da energia.
Última Revisão 08/2022 – Manual do SGE
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
Procurador destaca avanço do MPMT no combate ao desmatamento ilegal
A responsabilização rápida de autores de desmatamento ilegal e queimadas foi um dos temas abordados pelo procurador de Justiça Gerson Barbosa em entrevista ao programa MP por Elas, realizada na sexta-feira (7), durante a Exposul, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá). O membro do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou ferramentas e projetos que têm fortalecido a proteção ambiental no estado.Segundo o procurador, que é coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Desmatamento Ilegal e Queimadas (Gaediq), a preocupação do Ministério Público com a proteção ambiental não é recente. Ele lembrou que o MPMT foi pioneiro na utilização de tecnologias de monitoramento por satélite para identificar desmatamentos e queimadas, iniciativa que acabou servindo de referência para outros estados brasileiros. “O Gaediq foi criado em 2024 e o que ele busca é a responsabilização criminal dos degradadores, dos poluidores”, explicou.De acordo com o procurador de Justiça, a estrutura atual é resultado de uma série de ações desenvolvidas ao longo dos anos, incluindo convênios firmados com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), grupos especializados de investigação ambiental e projetos voltados à recuperação de áreas degradadas.Entre os avanços destacados está o projeto Água para o Futuro, criado pelo MPMT em 2016 e reconhecido internacionalmente pela atuação na proteção de nascentes e da vegetação ao seu redor.O procurador de Justiça Gerson Barbosa também ressaltou a criação do Sistema de Cálculo do Dano Ambiental (Siscalc), ferramenta que tem contribuído para dar mais agilidade aos processos de reparação ambiental. “Antigamente, esses cálculos demoravam em média 136 dias. Hoje, com o Siscalc, são feitos em 20 minutos”, afirmou.Durante a entrevista, Gerson Barbosa também esclareceu uma dúvida recorrente sobre a diferença entre o desmatamento autorizado e situações em que a regularização é buscada apenas após a supressão da vegetação.Ele explicou que o desmatamento legal exige licenciamento prévio e autorização dos órgãos ambientais antes de qualquer intervenção. Já nos casos em que a vegetação é retirada sem autorização, a posterior apresentação de documentos ou projetos de recuperação não elimina a infração.“Mesmo que depois ele apresente um projeto de área degradada ou o requerimento do CAR, ele responderá administrativa e criminalmente”, enfatizou.Alerta para o ponto de não retorno – outro tema abordado foi o chamado “ponto de não retorno”, conceito utilizado por pesquisadores para descrever um estágio crítico de degradação ambiental em que os ecossistemas deixam de conseguir se recuperar naturalmente.Segundo Gerson Barbosa, Mato Grosso vive uma situação especialmente preocupante por concentrar três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Pantanal.“O ponto de não retorno é um limite crítico apontado por estudos científicos. Ao atingirmos esse ponto, não teremos mais um meio ambiente ecologicamente equilibrado”, alertou.De acordo com o procurador, os efeitos desse cenário incluem alterações no regime de chuvas, períodos prolongados de estiagem, perda de habitats naturais e prejuízos ambientais irreversíveis.Exposul – O MPMT esteve presente na 52ª Exposul, em Rondonópolis, com ações de conscientização e uma edição especial do projeto Diálogos com a Sociedade. Durante toda a semana foram realizadas entrevistas ao vivo em um estúdio instalado próximo à arena de rodeio do Parque de Exposições Wilmar Peres. Além disso, o Ministério Público promoveu uma exposição fotográfica em homenagem à memória de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, com o objetivo de sensibilizar os visitantes do evento sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar a importância do engajamento permanente da sociedade na prevenção desses crimes.
Fonte: Ministério Público MT – MT






