MATO GROSSO
Obra da Escola de Saúde Pública alcança 94% de execução
MATO GROSSO
A Escola de Saúde Pública (ESPMT), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), passa por uma ampla reforma e modernização de sua estrutura física. Em 2025, a obra atingiu 94% de execução.
Com a nova estrutura, a ESP-MT amplia sua atuação e passa a oferecer não apenas capacitações, mas soluções estratégicas para o fortalecimento do SUS, atuando na formação de lideranças, inovação em saúde, qualificação de especialistas, educação digital, EduComunicaSUS (projeto que contempla a comunicação para a promoção da saúde) e apoio direto aos territórios.
Referência na formação e qualificação de profissionais da saúde, a Escola organiza e oferta ações educacionais em todos os níveis de ensino, da formação técnica à pós-graduação, integrando educação, gestão, prática assistencial e inovação.
“Estamos investindo na Escola de Saúde Pública porque acreditamos que a qualificação dos profissionais é fundamental para fortalecer o SUS em Mato Grosso. Com uma estrutura mais ampla e adequada, a unidade passa a atender um número maior de alunos e contribui para a educação permanente dos profissionais de saúde”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Segundo a secretária adjunta Executiva da SES, Kelluby Oliveira, o investimento reforça o compromisso com a educação permanente dos profissionais da área.
“O avanço da ESP-MT demonstra o comprometimento do Governo do Estado com uma saúde pública mais qualificada, resolutiva e conectada às necessidades da população”.
A superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, ressalta que a ampliação do espaço permitirá qualificar mais profissionais e aprimorar os serviços prestados à população mato-grossense.
“Com a ampliação das salas e com um auditório com tecnologia de ponta, a unidade poderá especializar mais profissionais da saúde, garantindo também a educação continuada para que cada vez esses profissionais possam aprimorar suas habilidades, garantindo qualidade no atendimento dos pacientes nas unidades de saúde”, afirmou.
A nova infraestrutura contará com oito salas de aula com capacidade para 30 alunos cada uma, uma sala para até 60 pessoas, e um auditório para 150 participantes.
A reforma também abrange biblioteca, estúdio, cozinha, refeitório e setor administrativo. Os espaços foram pensados para favorecer metodologias ativas, educação híbrida, produção audiovisual e atividades que contemple interprofissionais.
Após a conclusão das obras, a Escola de Saúde Pública poderá realizar até 1.800 capacitações por mês, em diversas modalidades, totalizando até 21.600 capacitações por ano.
A secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação, Mayara Galvão, reforçou o empenho das equipes envolvidas na execução do projeto.
“Essa é mais uma reforma em que as equipes de obras da SES se empenham em entregar. Estamos trabalhando para que ela seja entregue com espaços modernos para o aprendizado desses profissionais”, concluiu.
*Sob supervisão de Ana Lazarini
Fonte: Governo MT – MT
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Município é acionado pelo MPMT para regularizar Aeroporto de Juína
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá), ajuizou nesta quarta-feira (5) uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município para obrigar a regularização da gestão, da infraestrutura, da acessibilidade, da segurança operacional e da utilização econômica do Aeroporto Municipal. A medida foi proposta após a conclusão de inquérito civil que identificou uma série de irregularidades na administração e nas condições de funcionamento do aeródromo.Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, os problemas encontrados extrapolam a necessidade de modernização do espaço. Para ele, “o equipamento público não atende, de modo minimamente satisfatório, a deveres legais de acessibilidade, conservação, segurança operacional, organização administrativa, controle de acesso e gestão patrimonial”.Entre os pedidos liminares, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão de novas cessões gratuitas e informais de áreas do aeroporto para particulares, a implantação de registro obrigatório de todas as operações aéreas e a preservação de documentos e registros relacionados ao funcionamento do aeroporto nos últimos cinco anos. Também pede que o Município organize formalmente a estrutura administrativa do operador aeroportuário, apresente inventário dos hangares e ocupações existentes e conclua, em até 90 dias, a regularização patrimonial e dos critérios de cobrança pelo uso das áreas e serviços aeroportuários.No mérito da ação, o MPMT busca a implementação de um plano permanente de regularização do aeroporto, incluindo adequações de acessibilidade, regularização ambiental e operacional, correção das falhas estruturais e de segurança, formalização das ocupações privadas e cobrança das contraprestações legalmente cabíveis pela utilização da estrutura pública.As investigações apontaram problemas no terminal de passageiros, nas instalações prediais, nos sistemas elétrico e sanitário, no cercamento, nos acessos e na infraestrutura de embarque e desembarque. Além disso, o Município não comprovou a existência de controles adequados sobre operações aéreas particulares, ocupação de hangares, utilização das áreas aeroportuárias e arrecadação de tarifas e outras receitas relacionadas ao uso do aeroporto.Uma vistoria realizada pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) do MPMT reforçou as conclusões do inquérito. O relatório técnico identificou infiltrações, fissuras, desgaste da estrutura do terminal, precariedade nas instalações elétricas, falhas de drenagem da pista, cercamento comprometido e ausência de instrumentos de gestão e segurança exigidos pela regulamentação aeronáutica. Também foram constatados problemas de acessibilidade, como a inexistência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e embarque, além da falta de sanitários adaptados e de condições adequadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Outro ponto destacado na ACP é a utilização da infraestrutura aeroportuária por particulares sem controle adequado e sem demonstração de cobrança pelo uso. Durante a investigação, a empresa Abelha Táxi Aéreo e Manutenção Ltda. informou ter realizado 75 operações em Juína entre janeiro e maio de 2026, sendo 73 voos aeromédicos e dois executivos, sem qualquer custo com pousos e decolagens.“Enquanto a coletividade não dispõe de terminal regular, acessível e apto a processar transporte comercial, aeronaves particulares continuam utilizando a pista, o pátio, hangares e demais facilidades do aeroporto, sem que o Município tenha demonstrado controle completo das operações, instrumentos de uso das áreas ou cobrança de contraprestação”, argumentou o promotor de Justiça.Em outro trecho da ação, ele ressaltou que o Ministério Público não questiona a utilização do aeroporto por aeronaves privadas, desde que observadas as exigências legais. “Não se questiona o direito de aeronaves privadas utilizarem aeródromo público quando a operação for autorizada e compatível com a segurança. O que a ordem jurídica não admite é que a utilização se faça gratuitamente, sem registro, sem critério, sem título de ocupação e sem remuneração das áreas ou serviços empregados. A natureza pública do aeródromo exige universalidade, impessoalidade, transparência e ônus de utilização, e não a conversão do equipamento em benefício seletivo custeado pelo erário”, pontuou.Antes de ajuizar a ACP, o Ministério Público tentou solucionar a questão por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não houve acordo. Em resposta, o Município informou que o aeroporto integra o Programa AmpliAR, do governo federal, e poderá ser incluído em futura concessão à iniciativa privada.Para o promotor de Justiça, porém, a perspectiva de investimentos futuros não afasta as responsabilidades atuais da administração municipal. “Essas informações demonstram perspectiva concreta de investimento federal e devem ser consideradas para evitar duplicidade de projetos e despesas. Não demonstram, porém, transferência atual da delegação”, afirmou. Segundo ele, “as datas apresentadas são projeções administrativas relevantes, mas não equivalem a obrigação contratual já eficaz nem asseguram, por si sós, que o aeroporto será assumido no prazo imaginado”, consignou.Saiba mais – Localizado a cerca de 6,7 quilômetros do centro urbano, o Aeroporto Municipal de Juína possui terminal de aproximadamente 817 m² e pista asfaltada de 1.600 metros de extensão. Considerado estratégico para a integração regional, o aeródromo atende operações aeromédicas e reduz significativamente o tempo de deslocamento entre Juína e Cuiabá, que por via terrestre pode ultrapassar 12 horas.
Fonte: Ministério Público MT – MT


