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Operação conjunta das forças de segurança de MT recupera R$ 6,5 milhões de furtos e fraudes de energia elétrica

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No decorrer do segundo semestre de 2023, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Concessionária Energisa uniram esforços em 36 operações integradas de combate aos furtos e fraudes de energia elétrica. Os resultados dessas ações culminaram na recuperação de R$ 6,5 milhões, dos quais R$ 2 milhões são de impostos destinados ao Estado.

As projeções apontam para um aumento considerável, estimando que nos próximos 12 meses o montante recuperado alcance a marca de R$ 18 milhões, dos quais R$ 6 milhões são tributos ao Estado.

As ações integradas ocorreram na região metropolitana de Cuiabá e nas regionais de Rondonópolis, Sinop, Cáceres e Tangará da Serra, a partir do trabalho conjunto entre a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Civil, Militar, e profissionais da concessionária. Ao todo, 21 pessoas foram conduzidas nessas operações. Em um dos casos, o gerente de um supermercado no Parque Cuiabá foi preso suspeito de furtar energia. No estabelecimento, os técnicos identificaram um tipo de fraude que manipula a forma como o medidor faz a leitura do consumo. Mais de R$ 120 mil devem ser recuperados, sendo R$ 40 mil em impostos.

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O secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Carneiro destacou que o Governo do Estado instituiu a tolerância zero aos crimes de sonegação tributária. “Nós da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) temos um comprometimento muito grande com essas operações. É um objetivo do Governo de Mato Grosso coibir esse tipo de crime no Estado. Ano passado demos passos largos em relação a esse trabalho integrado e vamos dar continuidade em 2024”, salientou.

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Conforme levantamento do Observatório de Segurança Pública, em 2023, foram registrados 191 boletins de ocorrências referente a furto/fraude de energia elétrica em Mato Grosso. O furto de energia ocorre quando há desvio da corrente elétrica antes que ela passe pela medição do consumo. A prática é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, que estipula pena de até quatro anos de reclusão. Já a adulteração do medidor constitui crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. Se constatado as fraudes, além de responder criminalmente, o autor recebe multa referente a toda energia consumida e não faturada. O Observatório de Segurança Pública também identificou outros tipos de crimes relacionados como furtos de cabo de energia (477), geradores (10), padrões (105), relógio medidor de energia (287), transformadores (180).

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O gerente de combate a perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, explicou que a concessionária tem monitorado o Estado e está fazendo as fiscalizações para regularizar os casos de desvios. “Em caso de fraude, a tolerância é zero. Esse tipo de ação é crime e a gente tem que combater esse tipo de atitude. Isso impacta a segurança e o bolso dos clientes honestos”, ressalta Luciano.

De acordo com dados da Energisa, em 2023 foram furtadas 68 GWH de energia, o que daria para abastecer o município de Várzea Grande por dois meses, Barra do Garças por oito meses, e Juara por 17.

A analista de segurança e operações estratégicas da Energisa, Maria Luísa Santos, ressaltou que os impostos poderiam ser usados em benefício da população. “Esses R$ 20 milhões dariam para investir em viaturas, ambulâncias e casas populares, por exemplo. O Estado e a população perdem com o furto de energia elétrica. Precisamos levar essa informação e conscientizar a pessoas nessas operações”.

Fonte: Governo MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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