MATO GROSSO
Operação do Ipem-MT fiscaliza mais de 5 mil produtos escolares em Cuiabá e Várzea Grande
MATO GROSSO
O Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT) deflagrou a Operação “Aulas Seguras” em 22 estabelecimentos comerciais de Cuiabá e Várzea Grande entre os dias 6 e 10 de janeiro. Ao todo, foram fiscalizados mais de 5.014 itens de materiais escolares. O balanço das fiscalizações foi concluído nesta semana.
O principal objetivo da ação foi verificar a certificação e a segurança dos materiais escolares, assegurando que os itens cumprissem os requisitos estabelecidos pelos regulamentos técnicos e pela legislação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
A fiscalização ocorre o ano inteiro, mas é intensificada nesse período de volta às aulas para garantir a segurança dos consumidores, devido à grande movimentação de consumo no mercado de materiais escolares.
Os itens fiscalizados também foram submetidos à perícia técnica no laboratório do Ipem-MT, onde foram avaliados aspectos como a conformidade do peso nas embalagens, a qualidade dos produtos, a informação da faixa etária no produto e a presença do selo de certificação do Inmetro.
Dentre os produtos analisados, estão apontadores (397), borracha (446), caneta esferográfica e roller (575), canetas hidrográfica/hidrocor (266), cola líquida ou sólida (228), corretor adesivo ou em tinta (379), giz de cera (371), lápis de cor (203), lápis preto ou grafite (225), lapiseira (283), marcador de texto (219), merendeira/lancheira e seus acessórios (194), pasta com aba elástica (547), régua (243), tesoura de ponta redonda (233) e tintas guache, nanquim, plástica ou aquarela (205).
Segundo o coordenador de Fiscalização e Qualidade do Ipem/MT, Renê Rodrigues, a iniciativa busca garantir a qualidade dos produtos no período de volta às aulas e, principalmente, a conscientização dos consumidores e comerciantes sobre a importância de adquirir materiais certificados e seguros.
“A operação Aulas Seguras buscou proteger consumidores de práticas que podem resultar em prejuízo financeiro e desrespeito às normas de qualidade exigidas pelo Inmetro. Essa medida é essencial para a segurança e a confiança de pais e responsáveis, principalmente dos alunos no retorno às aulas”, explicou.
Até o momento, não houve registro de itens notificados ou apreendidos pela autarquia, já que todos os produtos analisados estão em conformidade com as normas. Ao longo do ano, outras fiscalizações serão realizadas e a autarquia continuará realizando atualizações sazonais sobre os resultados das inspeções.
Denúncias
Consumidores que desconfiarem de possíveis irregularidades ou desejarem tirar dúvidas podem entrar em contato com a Ouvidoria do Ipem-MT (65) 3652-0800 para denúncias.
*Sob supervisão de Débora Siqueira
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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