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Painel traz resultado de pesquisa sobre demandas a serem priorizadas

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O fomento à aprendizagem profissional na área da infância e juventude e a efetivação do controle social na área do patrimônio público lideram o ranking das demandas apresentadas pela sociedade para constarem no próximo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (2024-2031). O resultado da pesquisa consta em painel divulgado no Portal Foco com acesso, por enquanto, apenas aos membros, servidores e estagiários da instituição.

Os dados coletados, conforme a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki, foram compilados e sistematizados por região. Além do resultado da pesquisa, também serão utilizadas como subsídios para a definição das prioridades de atuação no próximo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional as escutas sociais realizadas pelos promotores e promotoras de Justiça e o  levantamento feito pela equipe do Departamento de Planejamento, por meio do projeto MPMT + Social, com base em dados oficiais do IBGE, da Secretaria de Estado de Saúde, da Segurança Pública, entre outras instituições. Os dados do diagnóstico serão utilizados para priorização dos temas que serão abordados no Workshop Refinamento Estratégico, que acontecerá nos dias 12 e 13 de junho.

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Conforme a pesquisa, na área da cidadania as três principais demandas são a atuação voltada para assegurar a qualidade da educação (918 apontamentos), gestão dos recursos do Sistema Único da Saúde (792 respostas) e atenção básica (511). Na área criminal constaram nas três primeiras posições o enfrentamento aos crimes contra a dignidade social (842 apontamentos), aos crimes contra a vida (586) e o combate aos crimes violentos (562).

Na área da infância e juventude, além do fomento à aprendizagem profissional (1.716 respostas), a sociedade apontou a necessidade de uma atuação voltada para a implementação de política de prevenção e atendimento na área da saúde, educação e esporte às crianças e adolescentes (847 respostas) e enfrentamento a todas as formas de violência contra crianças e adolescentes (650 respostas).

No meio ambiente, por sua vez, as três principais demandas apresentadas foram: prevenção e repressão de danos à flora (993 apontamentos), ampliação do acesso ao esgotamento sanitário (709) e proteção dos recursos hídricos (617). Na defesa do patrimônio público, além do controle social (1.278 respostas), a sociedade sugere o combate à improbidade administrativa (767 apontamentos) e transparência (635).

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Perfil: Dos 144 municípios de Mato Grosso, 123 participaram da pesquisa. Dos 5.803 respondentes, a faixa etária com maior índice de participação (29,45%) está entre 40 a 49 anos. Na categoria relacionada à profissão, 3.828 respondentes são servidores públicos, 925 (trabalhadores formais) e 499 estudantes. O índice de escolaridade com maior participação foi o de ensino superior/especialização, com 2.098 respostas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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