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Parque Novo Mato Grosso receberá 150 skatistas profissionais em dezembro

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Cerca de 150 atletas profissionais do skate estarão em Cuiabá entre 19 e 22 de dezembro para a final do Campeonato Brasileiro do esporte que será realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. As competições serão realizadas na maior pista de skate da América Latina, que está em construção e será entregue no começo de dezembro.

O presidente da Confederação Brasileira de Skate (CBKS), Eduardo Dias, esteve no estande do Governo de MT na COB EXPO 2025, a maior feira de esportes olímpicos do Brasil, nesta quarta-feira (25), e disse que todos os atletas estão animados com a possibilidade de inaugurar a estrutura e ainda levarem o esporte de alta performance para outras regiões fora das pistas habituais.

“Acompanhamos regularmente a construção da pista e estamos animados. A parte burocrática está sendo concluída e esperamos anunciar oficialmente a etapa no próximo mês para os atletas se preparem. Eles precisam se organizar junto com as equipes e acionar os patrocinadores. Também estamos trabalhando para trazer atrativos diferentes ao evento”, afirmou.

O coordenador de Arbitragem, Criação e Produção de Eventos do CBSK, Huberto Oliveira, acredita que o campeonato tem tudo para ser emocionante e ainda de grande qualidade técnica por conta da qualidade da pista. Ele falou que a obra está sendo feita por profissionais especializados em pista de skate.

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“Ter o especialista em pista na construção, como está sendo feito em Mato Grosso, é um diferencial. Ao longo do tempo vimos muitas prefeituras e governos entregando esses projetos para construtoras de outras áreas e perdendo dinheiro. A estrutura fica sem condições de se treinar ou fazer eventos. Isso porque uma pista requer a expertise que apenas os especialistas têm”, declarou.

Imagem aérea da pista de Skate do Parque Novo Mato Grosso, onde será realizado o Campeonato Brasileiro de Skate.

Nina Bordoni, chefe do Núcleo de Projetos da MT Participações e Projetos (MT Par), empresa pública do Estado de Mato Grosso responsável pela construção do Parque Novo Mato Grosso, explica que desde a concepção do parque, as entidades ligadas ao uso dos equipamentos, sejam eles esportivos ou de entretenimento, foram convidados a participar ativamento do projeto.

“A proposta do governador Mauro Mendes sempre foi criar atrativos que coloquem Mato Grosso como referência. Então, o presidente Wener Santos sempre fez questão de que ter os usuários dos atrativos e as entidades perto das construções para que todas as exigências fossem atendidas e até mesmo superadas. No caso da pista de skate não foi diferente, a Federação Mato-grossense de Skate acompanha passo a passo do projeto”, afirma.

Gestor governamental da Secretaria de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel0, Paulo Moura, avalia que um evento de porte nacional é uma boa oportunidade de desenvolver o esporte no Estado. “Além de ser palco para talentos nacionais, o campeonato dá a oportunidade aos atletas mato-grossenses competirem em casa e mostrarem para familiares e amigos o desempenho deles em uma prova. Aos que almejam estar entre os melhores, é um momento de se inspirar e mostrar desempenho e serem vistos como potenciais atletas” declara.

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A COB EXPO 2025 começou na terça-feira (24) em São Paulo e segue até domingo (28). O evento é considerado o maior evento do esporte olímpico no Brasil e conta com a participação das confederações, atletas, empresários e governos.

Estande do Governo de MT está prospectando eventos nacionais e internacionais para o Parque Novo Mato Grosso. (Foto: Lennon Magno

O Governo de Mato Grosso está com um estande, coordenado pela Secretaria de Esportes e Lazer (Secel), em parceria com a MT Par, com o objetivo de divulgar os projetos esportivos e também posicionar o Parque Novo Mato Grosso como um espaço estratégico para sediar eventos nacionais e internacionais.

A pista

O Skatepark do Parque Novo Mato Grosso tem 15.311 m², sete pistas e atende padrões rigorosos de construção para realização de treinamento e eventos oficiais.

A pista é uma das atrações do Parque Novo Mato Grosso, que será o maior Parque Multieventos da América Latina e terá vários atrativos esportivos, de negócios, entretenimento e cultura.

Fonte: Governo MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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