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Participantes do Ribeirinho Cidadão reconhecem Círculos de Paz como espaço de transformação social

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Em meio a atendimentos práticos como a emissão de documentos, serviços de saúde e orientações jurídicas, há também algo que não se mede em números. Estimular o desenvolvimento de habilidades socioemocionais também significa contribuir para a formação de cidadãos autônomos e socialmente críticos, capazes de gerir suas emoções e sustentar relações saudáveis. Essa é apenas uma das propostas dos Círculos de Construção de Paz por onde passam, e não foi diferente durante o Projeto Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas, realizado pela Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Em sua 19ª edição, realizada entre os dias 11 e 20 de março, a expedição percorreu o Distrito de Caramujo, em Cáceres, e os municípios de Vale de São Domingos e Reserva do Cabaçal, levando atendimentos a comunidades com acesso restrito a serviços públicos. Neste ano, a ação contou oficialmente com a participação do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), responsável pela realização de Círculos de Paz e o atendimento de quase 600 pessoas, ampliando o alcance social da iniciativa para além da prestação de atendimentos básicos.
Em números atualizados, o Poder Judiciário, por meio do NugJur e seus parceiros, já soma mais de 77 mil participações em cerca de 6 mil Círculos de Paz, realizados majoritariamente no ambiente escolar, com o atendimento de crianças, adolescentes, professores e comunidade. Os resultados são fruto da consolidação das práticas restaurativas como política pública, com 31 leis municipais sancionadas, além da formalização de 40 termos de cooperação técnica que fortalecem a atuação dos Círculos em parceria com municípios e instituições ligadas ao Poder Judiciário.
A inclusão das práticas restaurativas no projeto Ribeirinho Cidadão reforça uma compreensão ampliada de acesso à justiça, que não se limita à garantia formal de direitos, mas incorpora também o cuidado com as dimensões subjetivas e relacionais da vida em comunidade. Ao lado de serviços práticos, como emissão de documentos, atendimentos de saúde e orientações jurídicas, os Círculos de Construção de Paz demonstram que promover cidadania também passa por fortalecer vínculos e desenvolver capacidades humanas.
Ao avaliar a 19ª edição da expedição, o juiz José Antônio Bezerra Filho, coordenador da Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), destacou a importância da inclusão das práticas restaurativas no conjunto de ações desenvolvidas.
“A Justiça Comunitária foi muito feliz com a participação do NugJur ao trazer para professores, alunos e conselhos tutelares a reflexão sobre valores, paz social e exemplos que podem ser multiplicados dentro das escolas por meio dos Círculos de Paz. Esse é um trabalho que realmente provoca reflexão e faz diferença na vida das pessoas”, afirmou.
O magistrado também ressaltou que a integração das práticas restaurativas fortalece a atuação do Judiciário em sua dimensão mais humana. “O projeto tem muito orgulho de incluir os Círculos de Paz entre os serviços ofertados. Essa parceria nos permite avançar na construção de um Poder Judiciário mais fraterno, mais humano e mais reflexivo, com valores que precisam estar presentes no cotidiano de todos nós. Teremos novas expedições e novos desafios, e levaremos sempre essa experiência conosco”, completou.
Para a instrutora em Justiça Restaurativa e Círculos de Paz, Sandra Félix, que acompanhou as atividades nas comunidades atendidas, a presença do NugJur na expedição representa um avanço significativo na promoção da cultura de paz em regiões historicamente menos assistidas.
“Quando um Círculo verdadeiramente acessa uma criança, um professor ou qualquer outro membro da comunidade escolar, esse mesmo Círculo tem a capacidade de revelar realidades muitas vezes invisibilizadas dentro da escola, e é exatamente nesse momento que nasce a responsabilidade do Círculo em acolher e ressignificar aquilo que é colocado em confiança na roda. Levar essa metodologia para esses espaços mais distantes é fundamental. Existe uma necessidade muito grande de escuta, não só das crianças. Encontramos professores muito comprometidos, mas também emocionalmente sobrecarregados, e quando eles têm a oportunidade da fala e da escuta, algo muda dentro deles. O que levamos durante a expedição não foi só uma atividade, foi a possibilidade de um novo olhar. Onde há espaço para escuta, também há espaço para mudança”, afirma Sandra Félix.
Na Escola Estadual Professor Demétrio Pereira, no município de Reserva do Cabaçal, a experiência com os Círculos de Paz também chamou a atenção dos educadores. Pedagoga especializada em Educação Especial, a professora Ana Daniela da Paz Farias, que atua há três anos na Sala de Recursos, destaca que as dificuldades emocionais têm sido um dos principais desafios no cotidiano escolar, refletindo em comportamentos de indisciplina e na dificuldade das crianças em exercitar a empatia.
“A vivência com os Círculos abriu a mente para novas possibilidades de atuação pedagógica. Percebi que o Círculo é uma estratégia acolhedora e participativa, que dá oportunidade para as crianças falarem sobre o que estão sentindo, suas emoções e seus sentimentos. Dentro da escola, eu ainda não tinha visto uma forma de trabalhar tão importante, onde realmente a criança se expressa naquele momento, com liberdade. As crianças participaram de forma ativa e respeitosa. Elas falaram sobre seus sentimentos, demonstraram empatia e conseguiram se colocar no lugar umas das outras. Foi um momento de muito amor, acolhimento e compreensão. Eu fiquei empolgada e quero aprender mais. Se tiver formação sobre os Círculos de Paz, eu quero participar”, comemora a professora.
Sentadas em círculo, alunos da Escola Municipal Santo Antônio, no Distrito de Caramujo, município de Cáceres, participam das práticas restaurativas dentro de uma biblioteca escolar. Dispostos no centro do círculo, estão materiais incluindo cartões ilustrados e objetos lúdicos.Já na Escola Municipal Santo Antônio, no Distrito do Caramujo, em Cáceres, a professora Maria das Dores Nunes Souza, que leciona há 16 anos e este ano atua com uma turma de alfabetização, também percebeu nos Círculos de Paz uma estratégia alinhada às necessidades do cotidiano escolar, especialmente no desenvolvimento da inteligência emocional, fase em que se estruturam as bases emocionais das crianças.
Segundo ela, a proposta dialoga diretamente com práticas já desenvolvidas em sala de aula, especialmente no acolhimento de estudantes neurodivergentes. “A proposta do Círculo vem ao encontro do que já vivenciamos em sala de aula e do formato que utilizamos para acolher uma turma neurodivergente. É uma estratégia que favorece a escuta, a organização das falas e o respeito ao tempo de cada criança, criando um ambiente mais seguro e participativo. Ao mesmo tempo, a experiência também torna ainda mais evidentes desafios que temos enfrentado no cotidiano escolar. Percebemos que as crianças estão cada vez mais agitadas, com menor tolerância e dificuldades na percepção do outro. Nesse sentido, o Círculo contribui justamente para trabalhar essas questões de forma mais sensível, estruturada e significativa, ajudando no desenvolvimento das relações e na construção do respeito mútuo”, completa a professora.

Autor: Naiara Martins

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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