MATO GROSSO
Passeio ciclístico chama atenção para causa da Adoção
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Um trajeto pensado para o nível iniciante, de cerca de 10 quilômetros, mas que atraiu todos os públicos, inclusive quem ainda não conhecia bem a Adoção. Esta era a ideia do ‘Pedal da Adoção’, evento ciclístico, realizado no último domingo (13/11), que conciliou esporte e ação social, gerando bons resultados.
O evento em alusão ao Dia Mundial da Adoção, comemorado em 09/11 (quarta-feira) saiu e retornou para a Orla do Bairro do Porto em Cuiabá. Os ciclistas passaram pelas avenidas Beira Rio em Cuiabá e Várzea Grande, retornando pelas avenidas da FEB e Perimetral. Quem não tinha bicicleta pôde alugar. Foi o caso do médico-pediatra, Paulo Roberto Bezerra de Mello. Aos 69 anos ele se exercita diariamente, mas neste domingo o pedal teve motivação especial. Ele é filho adotivo e cada pedalada teve um sentimento diferente. “Durante a pedalada a gente vai pensando: o que estou fazendo aqui? É uma tomada de consciência. Primeiro pessoal e depois coletiva. É bom ver que as pessoas e a sociedade estão compreendendo este tema tão importante, que salva vidas e produz oportunidades. Eu sou prova disso. A atividade física também tem muito haver com isso. A bicicleta é um grande instrumento antipoluição, de saúde, é muito positiva esta pratica agregada à Adoção. Elas se retroalimentam”, reforçou o filho adotivo que reencontrou parte da família de origem recentemente.
Com apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá, da Polícia Militar e de uma ambulância, famílias inteiras participaram do pedal da adoção da Ampara. Caso do empresário Salvador Soares Couto Júnior e da psicóloga, Camilla da Paula Pereira Soares Couto, casados há 23 anos ele resolveram adotar e conseguiram um casal, Mariane de cinco anos e Marcos de dois anos. “Participamos de todos os eventos promovidos pela Ampara, não perdemos um se quer. Acreditamos ser importante esse contato”, disse Salvador. “Tem apenas nove meses que nossos filhos estão conosco, mas fizemos questão de trazê-los aqui e de não perder o contato com o movimento”, acrescentou Camilla.
Sidney Oliveira da Cruz com 17 anos foi uma adoção tardia. Há cinco anos ele foi para a casa do Lusanil e da Eliza. “Eu gosto de estar aqui. Adolescente também precisa de oportunidade. É muito bom trabalharmos a conscientização das pessoas”, disse o jovem estudante. A dentista Dariane Preza acompanha o marido e também reforçou o movimento. “Extremamente importante participarmos destas ações, quer seja de Adoção ou de qualquer outro movimento que colabore com a quebra de preconceitos. No caso falo da Adoção e também da Adoção dos adolescentes”, concluiu a dentista.Fonte: Tribunal de Justiça de MT
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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



