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Plantio coletivo transforma paisagem urbana e reforça compromisso com o futuro verde de Cuiabá

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Grupo de cerca de 20 pessoas sorri e ergue os braços em área gramada de avenida urbana, com viaduto e prédios ao fundo. Mudas recém-plantadas aparecem no chão.Em uma manhã de mobilização e cuidado com o meio ambiente, voluntários, Poder Público e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso se uniram neste sábado (11) para dar mais um passo rumo à recuperação das áreas verdes de Cuiabá. A ação do programa Verde Novo levou o plantio de 200 mudas ao canteiro central e às calçadas da região do Córrego do Barbado, no bairro Jardim das Américas, mostrando que pequenas atitudes podem gerar grandes transformações na cidade.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá e a Casa da Amizade, fortalecendo um trabalho conjunto que alia planejamento urbano, responsabilidade ambiental e participação comunitária.Três pessoas agachadas plantam uma muda em canteiro de avenida. Ao fundo, van branca com adesivo do Programa Verde Novo e prédios altos.

Arborização planejada e impacto ambiental

Mulher de cabelos presos, camiseta azul com logotipo do Programa Verde Novo, segura uma muda. Ao fundo, van do programa estacionada.De acordo com a engenheira florestal do programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, a ação integra um esforço contínuo de arborização urbana, com foco em espécies adequadas ao clima da região. “Mais uma vez estamos em parceria com a Casa da Amizade e a Prefeitura de Cuiabá, desenvolvendo o projeto de arborização do município. O local escolhido foi a Avenida Brasília, no Jardim das Américas, onde estamos plantando 200 mudas de árvores”, explicou.

Entre as espécies plantadas estão ipês e angico, árvores típicas do Cerrado que contribuem para a melhoria do clima urbano. “Essas árvores vão proporcionar um ambiente mais agradável, acolhedor, sombreado e bonito”, destacou Rosiani, ao reforçar a importância da participação da comunidade na manutenção das mudas.

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A escolha dos locais, segundo ela, é feita em conjunto com a Prefeitura, por sua Secretaria de Meio Ambiente, priorizando áreas com maior necessidade de arborização.

O secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarreiro, ressaltou o impacto da iniciativa para a cidade. “Estamos em um local especial, ao lado da universidade e do Córrego do Barbado, um ponto estratégicoHomem de cabelos brancos, camisa xadrez rosa, agachado ao lado de muda plantada em canteiro de avenida, com prédios ao fundo. para que as pessoas vejam essa ação e passem a participar”, afirmou.

Ele também destacou que a ação faz parte do plano municipal de arborização, que tem como meta plantar 20 mil mudas neste ano. “Já plantamos mais de 4 mil mudas e estamos trabalhando para alcançar esse objetivo. A arborização melhora o clima, reduz a temperatura e cria espaços mais agradáveis. Isso faz parte de uma mudança cultural que queremos promover: uma cidade voltada para as pessoas”, completou.

Mulher de chapéu e óculos escuros, camiseta preta Outro diferencial é o monitoramento das árvores. “As mudas são georreferenciadas, como se tivessem uma ‘certidão de nascimento’. Quem plantar pode acompanhar o desenvolvimento ao longo do tempo”, explicou o secretário.

Parceria que gera transformação

Para a presidente da Casa da Amizade de Cuiabá, Vera Lúcia Cintra Zago, a ação tem um significado especial. “Hoje éMulher idosa sorri usando chapéu bege, óculos escuros arredondados e camiseta preta um dia abençoado para nós, porque estamos presenteando Cuiabá com 200 mudas de árvores”, afirmou.

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A expectativa é que a parceria com o programa Verde Novo continue crescendo. “Queremos que Cuiabá volte a sorrir e a ser a Cidade Verde que sempre foi”, disse.

Membro da instituição, Carla Morais Farah destacou o papel social da entidade, que há quase sete décadas atua em ações filantrópicas. “A Casa da Amizade é uma associação sem fins lucrativos que, no dia 2 de julho, completa 69 anos de existência, uma ‘jovem senhora’ fazendo o bem”, contou.

Ela explicou que a parceria com o Verde Novo teve início em 2024 e segue fortalecida. As próprias mulheres da Casa da Amizade fazem o plantio, claro que com uma Mulher de chapéu, óculos escuros e camiseta preta ajudinha, né?”, brincou.

Como participar?

Para participar do programa de arborização, o cidadão ou instituição pode entrar em contato com o Verde Novo pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas (65) 3617-3090 e solicitar a distribuição gratuita ou o plantio de mudas em terrenos, jardins e espaços públicos.

Interessados em atuar como voluntários também podem se cadastrar pelo site do programa e contribuir diretamente com a construção de uma cidade mais verde e sustentável.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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