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Plataforma adotada pela Seduc otimiza rotas e auxilia municípios a reduzirem custo do transporte escolar

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) apresentou, nesta segunda-feira (14.08), o sistema Transcolar Rural a prefeitos, secretários municipais de Educação e gestores de transporte escolar, em reunião no auditório da Seduc, em Cuiabá.

A ferramenta visa otimizar a gestão do transporte escolar rural e começou a ser implementada nos 141 municípios no segundo semestre de 2022. Atualmente a plataforma está em fase de alimentação de dados pelas prefeituras.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, explicou que a Seduc passará a usar os dados disponibilizados na plataforma Transcolar Rural para a transferência de recursos relativos ao transporte escolar. Por isso, os municípios devem cadastrar todas suas escolas, veículos utilizados, linhas de transporte planejadas e todos os estudantes que utilizam o sistema.

“É muito importante que os gestores preencham as informações necessárias e contribuam efetivamente com o avanço desse sistema por todo o estado”, afirmou.

O secretário ressaltou que o transporte ofertado aos estudantes da rede pública é realizado em parceria com os municípios, por meio de convênios, e que a nova plataforma, além de fazer parte do projeto Educação 10 Anos, fortelece a rede de transporte escolar, que recebeu o investimento de R$ 218,5 milhões do Governo do Estado, por meio da destinação de 602 novos ônibus escolares.

Um dos responsáveis pelo sistema, o coordenador geral da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Nilson Tadeu Ramos, explicou que o Transcolar Rural “é um software de geoprocessamento online que promove a otimização das rotas escolares e a minimização de quilometragens e de custos das trajetórias para transportar os estudantes das escolas rurais, atuando de forma mais econômica”.

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Conforme Marcelo Franco, coordenador técnico do projeto, os dados lançados pelas prefeituras são combinados e relacionados entre o estudante e transporte, e que o conjunto dessas informações resulta no melhor trajeto para aquela determinada região.

“O sistema atua no transporte de ida e volta de suas respectivas escolas, nos horários estabelecidos pela unidade, com o objetivo de alocar veículos para transferir esses estudantes com custos mínimos e oferecer um nível adequado de serviço aos alunos”, destacou.

Para o prefeito de Campinápolis, José Bueno Vilela, a ferramenta torna a gestão do transporte escolar mais eficiente.

“O Transcolar Rural é um sistema que se mostra eficiente no ramo em que lhe é proposto, ou seja, em combinar os dados e integrar o transporte de acordo com a realidade de atendimento do município. No fim das contas, o que nós queremos é otimizar as particularidades do transporte, bem como a complexidade das rotas, na dispersão dos estudantes nas áreas geográficas e os custos práticos”, disse.

Já o prefeito de Alto Garças, Claudinei Singolano, ponderou que “o transporte escolar rural é extremamente necessário para o estudante que frequenta a escola e mora na zona rural do município, e um sistema pensado para otimizar e contribuir na gestão do transporte é uma forma eficiente de mostrar que o Governo do Estado prioriza a parceria com os municípios de uma maneira inteligente”.

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O prefeito de Campos de Júlio, Irineu Marcos Parmeggiani, pontuou a abrangência e atuação do sistema na cidade.

“Estou muito contente em ver que existe uma alternativa que busca a melhoria do transporte escolar rural em prol da educação desses jovens. É necessário assegurar que esse sistema continue atuando dentro da legislação para garantir, através dessa parceria, o avanço da educação em Mato Grosso”, completou.

Transcolar Rural

Em Mato Grosso, o Transcolar Rural foi apresentado durante o 5° Fórum da Educação Infantil, em agosto de 2022 e, no mesmo mês, a Seduc deu início às primeiras reuniões de esclarecimentos sobre a plataforma e a sua implantação em Mato Grosso. Assim que estiver 100% alimentado com os dados das prefeituras, o sistema entrará em funcionamento.

O sistema foi desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, além de Mato Grosso, também foi implantado pelos estados de Goiás, Espírito Santo, Pará e Pernambuco.

Fonte: Governo MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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