MATO GROSSO
Plataforma de cadastro do SER Família Habitação ficará fora do ar para atualização
MATO GROSSO
O Sistema de Habitação de Mato Grosso (Sihab-MT) vai ficar temporariamente fora do ar entre os dias 11 e 13 de maio de 2026, em razão do processo de modernização e migração da plataforma tecnológica utilizada pelo sistema.
O Sihab-MT é utilizado para o cadastramento das famílias atendidas pelo Programa SER Família Habitação e serve de base para a execução das políticas públicas habitacionais do Estado, entre elas a concessão de subsídios por meio da modalidade Entrada Facilitada.
Durante os três dias de atualização, todas as funcionalidades do sistema ficarão temporariamente indisponíveis, incluindo cadastros, consultas, análises e demais operações realizadas na plataforma.
A expectativa é que, após a conclusão do processo de migração e modernização, o sistema retorne às atividades normalmente a partir de quinta-feira (14.5), oferecendo mais estabilidade, segurança e eficiência aos usuários.
O presidente da MT Par, Wener Santos, destacou que a atualização representa mais um avanço na modernização da política habitacional desenvolvida pelo Governo de Mato Grosso.
“Estamos promovendo uma atualização importante para garantir mais eficiência, estabilidade e segurança ao sistema utilizado pelas famílias e parceiros do Programa SER Família Habitação. O objetivo é fortalecer cada vez mais a gestão habitacional do Estado e oferecer um serviço mais moderno e confiável à população”, afirmou.
Em caso de dúvidas, os usuários podem entrar em contato pelos seguintes canais de atendimento:
- E-mail: [email protected]
- Telefone e WhatsApp: (65) 3622-0133
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Acusado de duplo homicídio será submetido a novo julgamento
O julgamento de Cleuço Gomes de Brito, acusado de duplo homicídio qualificado, foi anulado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que determinou a realização de um novo júri em São Félix do Araguaia (a 1.200 km de Cuiabá). A decisão, da Terceira Câmara Criminal, acolheu recursos de apelação interpostos pelo Ministério Público e pelos assistentes de acusação, que contestaram o veredicto proferido pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2025.Nos recursos, o Ministério Público de Mato Grosso sustentou que o julgamento foi manifestamente contrário às provas do processo. Segundo a acusação, a versão acolhida pelos jurados – que reconheceu homicídio privilegiado e erro na execução – não encontra respaldo nos laudos periciais nem nos depoimentos testemunhais. Para o órgão, as evidências indicam que as vítimas foram executadas de forma deliberada, com disparos efetuados pelas costas e em locais distintos, o que demonstra ações autônomas e afasta tanto a hipótese de violenta emoção quanto a de disparo acidental.Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, concluiu que o veredicto do júri está dissociado do conjunto probatório. Segundo ela, não há elementos que comprovem que o réu tenha agido sob violenta emoção logo após provocação da vítima. Ao contrário, há indícios de desentendimento prévio entre as partes, circunstância incompatível com o reconhecimento do homicídio privilegiado.A magistrada também destacou que os elementos periciais e testemunhais apontam para condutas distintas em relação a cada vítima, o que afasta a tese de erro na execução. Para o colegiado, não se trata de mera escolha entre versões possíveis, mas de decisão sem respaldo mínimo nas provas produzidas.“Diante desse contexto, o veredicto que reconheceu o homicídio privilegiado e o erro na execução não encontra suporte suficiente no conjunto probatório, estando dissociado das conclusões periciais e da prova testemunhal produzida em juízo. Não se trata, nesta análise recursal, de mera escolha entre versões plausíveis, mas de decisão manifestamente contrária à prova dos autos”, destaca o acórdão ao justificar a anulação do julgamento e a determinação de novo júri.Na decisão de primeira instância, Cleuço havia sido condenado por homicídio, com redução de pena em relação à vítima Romildo Borges Martins, sob o argumento de que teria agido sob domínio de violenta emoção. Em relação à vítima Crislene Aparecida Ferreira Alves, o júri reconheceu erro na execução, aplicando a regra do concurso formal.De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em janeiro de 2025, na zona rural de São Félix do Araguaia, e teria sido motivado por uma dívida decorrente de negociação de gado, considerada motivo fútil. Conforme as investigações, Cleuço foi até a propriedade das vítimas e, após uma discussão, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos, matando o casal. Crislene foi atingida ao tentar proteger o marido, enquanto Romildo foi alvejado repetidamente.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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