MATO GROSSO
PM prende homem e apreende dois menores com armas de fogo e explosivos artesanais
MATO GROSSO
Policiais militares de Cáceres prenderam um homem de 28 anos e apreenderam dois adolescentes, de 16 e 15 anos, por porte ilegal de arma e posse de artefatos explosivos, na noite desta quinta-feira (29.01). Com os suspeitos foram apreendidos dois explosivos artesanais, munições e duas armas.
Por volta de 20h30, durante patrulhamento pelo bairro Jardim Imperial, a PM visualizou um veículo Polo branco com quatro ocupantes, onde um deles tentou se esconder ao ver as viaturas policiais, causando suspeita dos militares que se aproximaram para abordagem.
Em contato com os suspeitos, a PM localizou uma pistola de calibre .9mm de numeração raspada com nove munições com um dos homens. Na vistoria veicular, um revólver de calibre .38, dois explosivos artesanais e artefatos para acionamento dos objetos, que estavam sob a guarda dos menores de idade, foram encontrados.
Ao serem perguntados sobre o material, os suspeitos afirmaram que eram integrantes de uma organização criminosa e que iriam cometer um atentado contra membros de uma facção rival.
Já o condutor do veículo se apresentou como motorista de aplicativo, comprovando a função e que teria aceitado a solicitação de corrida dos outros três suspeitos.
Os criminosos receberam voz de prisão e foram conduzidos para o Cisc de Cáceres, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais procedimentos.
Os artefatos explosivos foram acondicionados para serem destruídos pela equipe de explosivistas do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



