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Poder Judiciário de Mato Grosso

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O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou na manhã desta segunda-feira (28 de agosto), no Posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondonópolis, na BR 364, o adesivaço da Campanha ‘Todos Por Elas’, para conscientização e combate à violência doméstica contra a mulher.
 
A ação faz parte das iniciativas da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher/TJMT) para o Agosto Lilás, mês de conscientização nacional sobre o tema, reforçando a importância da força motriz feminina no mercado de trabalho, em específico na área de transporte de cargas.
 
A juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, é uma das idealizadoras do evento e participou da ação adesivando os caminhões que passaram pela rodovia. A magistrada também conversou com os motoristas com objetivo de conscientizar sobre necessidade do fim do ciclo da violência contra a mulher.
 
Além do adesivaço desta manhã, a agenda da semana também dispõe de outros encontros em transportadoras localizadas no Parque Industrial Vetorasso.
 
Programação Todos Por Elas:
28 de agosto – 13h – Local: Transportadora Transoeste, Rodovia BR 364 km 118 – Parque Industrial Vetorasso.
29 e 30 de Agosto – Das 08:00h às 11:00h – 13:00h às 18:00 – Transportadoras localizadas no Parque Industrial Vetorasso.
1º Encontro Todos por Elas – No dia 31 de agosto, a partir das 8h30, o município de Rondonópolis sediará o 1º Encontro ‘Todos Por Elas’, na transportadora Transoeste.
 
A coordenadora do Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, será uma das palestrantes do evento. A magistrada ressalta a importância de levar conscientização aos ambientes amplamente ocupados pelo público masculino.
 
“Precisamos levar as discussões sobre a Lei Maria da Penha e as implicações da violência contra a mulher na família e na sociedade para esses ambientes, costumeiramente dominados pelos homens. A mudança cultural perpassa pela conscientização de todos agentes envolvidos no problema”, explica a magistrada.
O encontro deve resultar ainda na elaboração de uma carta de intenções, direcionada para o atendimento das demandas do município em relação ao acolhimento e suporte às vítimas de violência doméstica, e para o fortalecimento da rede de apoio e proteção à mulher.
 
 
Serviço
O que: 1º Encontro ‘Todos por Elas’;
Onde: Transportadora Transoeste, na Rodovia BR 364, Km 118 – Parque Industrial Vetorasso/Rondonópolis-MT;
Quando: 31 de agosto, às 08h30.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: Juíza e integrantes da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis juntamente com membro da PRF posando para foto, em pé, ao lado de outdoor da Campanha Todos por Elas, na beira da Rodovia BR 364.
Segunda imagem: Juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, conversando com motoristas e integrante da PRF. Eles estão em pé, no posto policial.
Terceira imagem: Juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, Maria Mazarelo Farias Pinto, de costas adesivando a frente do caminhão com símbolo do Agosto Lilás, na beira da rodovia.
 
Marco Cappelletti/ Fotos: Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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