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Polícia Civil conclui inquérito e indicia dois médicos por morte de paciente em cirurgia plástica em Tangará

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A Polícia Civil concluiu, nessa segunda-feira (9.3), o inquérito policial instaurado para apurar as circunstâncias da morte da paciente Jéssica Santiago Souza, 33 anos, ocorrida no dia 17 de fevereiro de 2026, em uma unidade hospitalar localizada no município de Tangará da Serra, e indiciou dois médicos por homicídio culposo.

A investigação, realizada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia de Tangará da Serra, foi iniciada após comunicação de óbito ocorrido durante a realização de procedimento cirúrgico estético. Diante das circunstâncias do fato, foi instaurado inquérito policial com a finalidade de esclarecer as causas da morte e verificar eventual responsabilidade penal.

No decorrer das investigações, foram conduzidas diversas diligências, entre elas a coleta de depoimentos, a solicitação de prontuários médicos e de outros documentos hospitalares, além de exames periciais pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com o objetivo de esclarecer as circunstâncias dos fatos.

Conforme apontado no Laudo de Exame Necroscópico e em laudo pericial complementar, a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral decorrente de perfuração da parede torácica posterior, lesão compatível com instrumento cirúrgico utilizado no procedimento estético realizado.

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A análise pericial estabeleceu nexo técnico entre o procedimento cirúrgico e as lesões identificadas, que resultaram em grave comprometimento da função respiratória e, posteriormente, no óbito da paciente.

“O laudo de necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causado por instrumento contundente, que seria a cânula que faz a sucção de gordura”, explicou o delegado Gustavo Espíndula, responsável pela investigação do caso.

Diante do conjunto de elementos informativos reunidos durante a investigação, o delegado Gustavo Espíndula concluiu pelo indiciamento de dois médicos pela prática do crime de homicídio culposo, caracterizado por imperícia na execução do procedimento.

O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a quem compete a análise das provas produzidas e a adoção das medidas judiciais cabíveis.

Fonte: Governo MT – MT

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Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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