MATO GROSSO
Polícia Civil cumpre mandados em investigação de manipulação e divulgação indevida de imagens em MT
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta terça-feira (4.11), sete ordens judiciais durante a Operação Deepfake, deflagrada dentro de investigações que apuram a manipulação e divulgação de imagens de uma vítima de Lucas do Rio Verde em sites da internet.
Na operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três de quebras telemáticas deferidas pela Justiça. As ordens judiciais foram cumpridas na cidade de Várzea Grande.
A investigação qualificada, conduzida pela Delegacia de Lucas do Rio Verde, iniciou após a vítima procurar a Polícia Civil relatando que fotos suas estavam sendo utilizadas em perfis falsos na internet.
Durante os trabalhos, foi possível identificar a pessoa que se passava pela vítima, utilizando suas fotografias obtidas em redes sociais para criar perfis falsos.
As investigações apontaram que o investigado mantinha conversas com terceiros e manipulava digitalmente as imagens, por meio de ferramentas de inteligência artificial, inserindo-as em plataformas de conteúdo adulto, o que resultou em grave dano à imagem e à honra da vítima.
Com o avanço do trabalho investigativo, foram identificados endereços ligados ao suspeito, as plataformas utilizadas e os dispositivos eletrônicos empregados na prática do crime. Diante disso, foi representado ao Poder Judiciário pelos mandados de busca e apreensão e pelas quebras de sigilo telemático, que foram deferidos pela Justiça.
No decorrer da ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos que auxiliaram as investigações, as quais seguem em andamento para apuração do crime.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



