MATO GROSSO
Polícia Civil deflagra “Operação Prometheus” em combate a crimes contra a administração pública em Juína
MATO GROSSO
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (8.1), a Operação Prometheus, que investiga suposta prática de crimes contra a administração pública, em Juína, tendo como alvo o secretário de Infraestrutura do Município.
A investigação, desencadeada pela Delegacia de Polícia Civil de Juína, apura os crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, dentre outros delitos correlatos que teriam sido praticados pelo secretário, no decorrer de sua gestão.
No curso da operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo eles na residência do investigado, na sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), em estabelecimento comercial de sua propriedade e em um sítio localizado no município de Castanheira (MT), adquirido pelo investigado pelo valor aproximado de R$ 2,2 milhões de reais.
De acordo com a investigação, além das infrações penais apontadas, os fatos levantados poderão configurar atos de improbidade administrativa, cuja apuração caberá aos órgãos competentes, conforme a legislação vigente.
Os trabalhos investigativos foram conduzidos pelos delegados Jean Andrade de Araújo, Marco Bortolotto Remuzzi e Robson Santiago Michels.
Em flagrante
Em razão do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram localizadas e apreendidas munições na residência do secretário, sendo de imediato dado voz de prisão em flagrante, pelo crime de posse ilegal de munição de arma de fogo.
Diante dos fatos, o investigado foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil de Juína, onde foram tomadas as devidas providências legais cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



