MATO GROSSO
Polícia Civil desarticula facção criminosa envolvida em homicídios e tráfico de drogas em Barra do Garças
MATO GROSSO
A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26.2), a Operação Leviatã III, para cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa autuante com o tráfico de drogas e homicídios no município e região.
A operação contou com a participação de 28 policiais civis, de Barra do Garças e de Cuiabá, em uma ação coordenada de repressão ao crime organizado. A ação integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate às facções criminosas em todo o Estado.
São cumpridos cinco mandados de prisão, além de mandados de buscas, apreensão domiciliar e quebras de sigilo dos investigados, em Cuiabá e Barra do Garças.
As investigações apontaram que os alvos da operação estão ligados à facção criminosa atuante na região e estão relacionados a homicídios qualificados, incluindo execuções praticadas com extremo grau de violência.
Entre os crimes praticados pela facção, está o assassinato de Kayk Oliveira Dias, ocorrido em agosto de 2024. Na ocasião, a vítima chegava em um bar com sua esposa, quando foi atingida por disparos de arma de fogo. Ele tentou correr, mas foi alcançado pelos faccionados que o seguiram com vários disparos. Em seguida, os suspeitos fugiram do local.
O delegado responsável pelas investigações, Pablo Rigo, destacou que a operação representa o avanço nas apurações de homicídio e de crime organizado no município.
“A ação reforça a estratégia de inteligência policial para combater o avanço de facções criminosas em Barra do Garças e região, priorizando a segurança pública e a responsabilização dos envolvidos”, disse o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT



