MATO GROSSO
Polícia Civil desmantela ponto de tráfico de drogas e apreende três adolescentes
MATO GROSSO
A equipe da Delegacia de Tapurah desmantelou um ponto de venda de entorpecentes na cidade e apreendeu dois adolescentes no local, na noite de quarta-feira (29.1).
A delegacia recebeu uma denúncia anônima sobre o tráfico de drogas em uma residência. O local já era conhecido das autoridades como endereço de um menor que tem vários registros infracionais por tráfico de entorpecentes. Diante da denúncia, a equipe policial iniciou vigilância no local.
Durante o monitoramento, os investigadores identificaram a entrada de duas pessoas na casa, ambas com antecedentes criminais e menores de idade, com 16 e 17 anos. Diante do comportamento suspeito, os policiais entraram na residência e flagraram os três envolvidos no momento em que pesavam e embalavam drogas.
No local, foram apreendidos 11 embalagens com skunk, prontas para venda, duas porções grandes da mesma droga, uma pedra de pasta base de cocaína, três aparelhos celulares e uma balança de precisão. O skunk é conhecido como supermaconha.
Os adolescentes foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia para a formalização do procedimento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
Fonte: Ministério Público MT – MT


