MATO GROSSO
Polícia Civil prende em Cuiabá mais dois envolvidos em roubo a residência em Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9.4), a Operação Res Furtivae contra criminosos envolvidos em um violento roubo ocorrido no dia 13 de dezembro de 2025, no município de Lucas do Rio Verde.
Na operação, foram cumpridos, em Cuiabá, dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde.
Ao todo, três suspeitos de participação no roubo já foram presos, sendo um deles na época dos fatos e os outros dois durante a operação desta quinta-feira.
O roubo ocorreu na manhã do dia 13 de dezembro, no bairro Pioneiro, em Lucas do Rio Verde. Na ocasião, dois criminosos pularam o muro lateral e invadiram uma residência, utilizando o acesso por uma casa abandonada ao lado do imóvel.
No momento da invasão, a esposa do morador retornava para casa e foi surpreendida pelos suspeitos. Segundo relatos, os criminosos agiram com agressividade, exigindo dinheiro, joias e outros pertences de valor. Durante a ação, aparelhos celulares da família foram quebrados para evitar rastreamento.
Após o crime, os suspeitos fugiram levando um veículo Fiat Uno. O automóvel foi localizado posteriormente abandonado às margens da MT-485, nas proximidades do entroncamento com a BR-163, após diligências realizadas pela Guarda Municipal.
As investigações se iniciaram logo após o roubo e avançaram ao longo dos últimos meses, sendo que um dos suspeitos foi preso ainda em dezembro, pouco tempo depois do crime. Com o aprofundamento das investigações, outros dois envolvidos foram identificados como participantes da ação criminosa.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf de Lucas do Rio Verde, Paula Moreira Barbosa, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas, nesta quinta-feira (9).
“As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer completamente os fatos”, destacou a delegada.
Res Furtivae
O nome da operação, Res Furtivae, tem origem no latim e significa “coisa furtada”, expressão utilizada no meio jurídico para se referir a bens provenientes de crime, destacando o foco da ação policial na responsabilização dos envolvidos e na recuperação dos objetos levados.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
Fonte: Ministério Público MT – MT



